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Balanços, dados atraem holofotes antes de assinatura da Fase I do acordo; meta do PIB, China no radar

Postado por: TC Mover em 14/01/2020 às 9:19

Os ativos de risco operam perto da estabilidade na manhã desta terça-feira, o que pode apontar para uma pequena realização em alguns mercados. Para gestores em Hong Kong e Londres, a situação aponta para um dilema entre os investidores, marcado pela melhora no cenário, uma série de indicadores técnicos que mostram múltiplos esticados e a falta de catalisadores de alta imediatos. Os mercados também aguardam o início da temporada de balanços nos Estados Unidos, hoje, com as divulgações do Citigroup, JPMorgan Chase, Wells Fargo e Delta Air Lines, e a assinatura, amanhã, da Fase I do acordo comercial com a China em Washington. Prévio ao evento, o iuan chinês atingiu seu patamar mais forte desde julho após os EUA formalmente retirarem do país o rótulo de “manipulador de moedas” – certamente uma medida que facilita as discussões posteriores entre as nações, mas que deve gerar algum tipo de reação por parte da oposição ao presidente americano Donald Trump.

 

Para nossos editores sênior Angelo Pavini e Ana Carolina Siedschlag, o evento mais relevante em matéria de política econômica é a coletiva que darão, nesta manhã, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, e o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, sobre a grade de parâmetros macroeconômicos – com estimativas sobre o Produto Interno Bruto e inflação para este ano. Eles também devem discutir a edição de janeiro do Boletim Macrofiscal e a versão atualizada do Panorama Macroeconômico. Enquanto isso, durante o dia, o presidente Jair Bolsonaro se reúne com vários dos seus ministros. Outro ponto que o investidor precisa prestar atenção é a repercussão da matéria do Valor Econômico sobre o processo de modernização dos fundos de pensão, que inclui uma flexibilização adicional de alguns investimentos, assim como das iniciativas da Previ, a maior no país, para reestruturar seus sistemas de informação para lançar novos produtos.

 

A maior estatal de petróleo listada da América Latina, Petrobras, confirmou ontem que irá reajustar para baixo, hoje, os preços dos combustíveis em cerca de 3%, a primeira alteração desde a crise geopolítica no Irã e o primeiro reajuste da gasolina e do diesel em quase um mês. Na continuação dos desenvestimentos que cercam a companhia desde a eclosão da Operação Lava Jato, a estatal deve anunciar hoje, segundo o Estadão, o estudo para venda da Fábrica Fertilizantes Nitrogenados, a Fafen, em Araucária, no Paraná. O jornal, que menciona fontes, afirma que até mil funcionários poderiam ser demitidos. O Banco do Brasil e a família Ermírio de Moraes, que controla o grupo Votorantim, o maior grupo industrial do país, pretendem realizar a listagem do Banco Votorantim na B3 em abril, diz hoje o Estadão. A ideia dos sócios seria protocolar o pedido em fevereiro, o que, se confirmado, abriria as portas para que outras companhias interessadas no processo possam medir o real apetite do mercado pelos chamados IPOs.

 

(Por Guillermo Parra-Bernal e Ana Siesdchlag | Foto: Guedes – Agência Brasil)

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