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Aversão ao risco volta aos mercados com receio EUA-China; no radar, balanços, reforma tributária, Guedes-Maia

Postado por: TC Mover em 16/07/2020 às 8:33

O sentimento de aversão ao risco retornou aos mercados e os futuros dos índices americanos recuavam neste início de pregão, seguindo os receios com a lenta, porém crescente tensão entre os Estados Unidos e a China. Nem os dados do Produto Interno Bruto do gigante asiático, que cresceu 3,20% no segundo trimestre na base anual, acima do consenso, foram suficientes para tirar as preocupações dos mercados asiáticos, que recuaram com força, com destaque para a queda de 5,37% do índice composto de Shenzhen. O tombo, que constrasta com a alta robusta dos índices chineses até a última semana, ajudava a ditar o pessimismo nas bolsas europeias e no pré-mercado americano. No Velho Continente, o índice Stoxx Europe 600 recuava acima de 1%, à espera da decisão de política monetária da Zona do Euro, que será seguida pelo discurso da presidente do banco, Christine Lagarde – ela deve pressionar o Conselho Europeu, que se reúne amanhã, a votar o pacote de ajuda de 750 bilhões para o bloco.

 

As bolsas europeias também reagiam aos primeiros balanços do segundo trimestre da região, com destaque para a gigante de bebidas holandesa Heineken, que caía 5% após apresentar resultados abaixo do esperado para o período. Do outro lado do Atlântico, o mercado segue atento aos balanços da Netflix, Johnson & Johnson, Bank of America e Morgan Stanley, previstos para esta manhã, com expectativa de continuação das surpresas positivas apresentadas por outras companhias americanas para o trimestre durante esta semana. Ainda assim, a cautela prossegue, com o rendimento dos títulos da dívida americana de dez anos recuando e o índice Vix, que mede a volatilidade de negociação dos ativos, subindo quase 4% na esteira das ameaças colocadas pelo secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, de impor restrições de visto a empresas chinesas como a Huawei. É mais uma peça no tabuleiro de conflitos entre as duas potências, que pode render algum comprometimento da parceria comercial.

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