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Aversão ao risco toma conta de mercados globais; cautela por Fed receoso de cortar juros em julho

Postado por: TC Mover em 08/07/2019 às 10:13

Os mercados de renda variável recuavam e o ouro negociava perto do seu maior nível em pelo menos cinco anos, com o investidor redobrando a cautela em uma semana que deve trazer pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos.

 

Os contratos futuros para os três principais índices referência nos EUA apontavam para abertura em queda, em linha com o desempenho do índice pan-europeu Stoxx600, que sentiu os dados fracos de produção industrial na Alemanha, e dos principais indicadores acionários da Ásia – que refletiram a escalada das tensões entre o Japão e a Coréia do Sul em relação às exportações de bens de tecnologia. Refletindo uma moderada onda de aversão ao risco, o contrato futuro do ouro subiu pelo primeiro dia em três e o rendimento dos Treasuries americanos de dez anos de novo recuou perto dos 2%.

 

O dia pode ser de volatilidade nos mercados emergentes, repercutindo o tombo da lira turca e dos títulos soberanos do país após a decisão do presidente Recep Tayyip Erdogan de substituir o presidente do banco central do país. O investidor deve ficar atento ao longo da semana nos discursos de lideranças do Federal Reserve, em especial da sabatina do presidente da autarquia, Jerome Powell, no Congresso – na mesma semana que o BC americano divulga a ata da sua última reunião de juros.

 

O contrato futuro do Dow Jones Industrials aponta para abertura em queda de 0,29%, impactado pelas quedas das ações de tecnologia na Ásia. O contrato futuro do S&P500 aponta para abertura em queda de 0,21%, com a queda nas apostas de cortes de juros para julho pelo Fed.

 

O dólar americano acelera alta ante seus pares para 0,04%, após reversão das apostas de forte e iminente corte de juros, acima de 50 pontos-base, no final do mês.

 

Os rendimentos dos Treasuries de dez anos recuavam levemente e tocavam 2,034%, refletindo as novas expectativas em relação ao rumo dos juros americanos.

 

O contrato do ouro para entrega em setembro disparava 0,5% e se consolidava acima do nível psicológico dos US$1.400 – em clássico movimento de aversão ao risco.

 

O fundo de índice iShares MSCI Emerging Markets, conhecido como EEM, recuava 0,9%, em decorrência da menor apetite por ativos de risco e as preocupações relacionadas à decisão de substituição súbita do presidente do BC turco.

 

A lira turca, que chegou a cair quase 3%, recuava 1,7% a 5,71 liras por dólar americano, após a decisão de Erdogan despertar temores de maior intervenção estatal na política monetária.

 

O chamado “índice do medo”, conhecido como VIX, disparou 4,5% para 13,9 – perto dos menores valores desde maio. O VIX mede a volatilidade implícita nos mercados acionários globais.

 

O índice composto da bolsa de Xangai despencou 2,6%, reagindo ás menores expectativas de recuo nos juros americanos e aos sinais, cada vez menores, de resolução das disputas comerciais entres os EUA e a China.

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