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Aversão ao risco não impede terceira alta seguida no Ibovespa; dólar, juros descolam e recuam

Postado por: TC Mover em 29/05/2019 às 14:03

A bolsa avançava pelo terceiro dia seguido, ignorando a onda de aversão a risco que domina os mercados internacionais nesta quarta-feira e repercutindo o cenário político menos tenso que levou câmbio e juros futuros a se descolar e recuar.

 

A busca por ativos considerados mais seguros disparou no pregão de hoje, em meio à indefinição sobre a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, após notícias de que a última possa usar seu estoque de minerais raros como retaliação por sobretaxas e outras restrições comerciais. Temor de que a ameaça, relatada por jornais chineses, seja materializada, fez as ações de produtores dessas terras raras dispararem nas bolsas.

 

Com a volatilidade em alta, o investidor limita as vendas graças ao acordo entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário desta semana, que, segundo contribuidores TC, reduz os entraves à aprovação da Reforma da Previdência e outras pautas econômicas.

 

BOLSA: O índice Ibovespa acelerava ganhos por volta das 11h25, subindo 0,50% a 96.875 pontos. Segundo um trader, o mercado não quer deixar o índice perder os 96 mil pontos, pois o fundamento da melhora na política local se mantém sólido. “Vejo um avanço na tramitação da pauta no Congresso, e não achamos que o índice ceda sem um motivo muito forte”, disse. O volume projetado é de R$13,7 bilhões, em linha com a média diária do ano. Na ponta das quedas, Vale ON lidera com recuo de 1,9% após o futuro do minério cair na China. Petrobras despenca 1,8% à espera da decisão, no Supremo Tribunal Federal, amanhã, sobre o rumo das privatizações da estatal. Na ponta positiva, os bancos sobem, assim como a Sabesp, com expectativas de alguma mudança nos juros nos próximos meses e o acordo para passar a medida provisória para o saneamento.

 

CÂMBIO E JUROS: O dólar recuava ante o real nesta quarta-feira, operando abaixo dos R$4, graças ao maior otimismo local após o pacto político. O exterior limitava as quedas. O investidor reagiu pouco aos anúncios do presidente do Banco central, Roberto Campos Neto, de que há uma extensa lista de medidas para tornar o real brasileiro numa moeda conversível. A autarquia realiza nesta sessão leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais. Nos juros, o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2020 recua 2 pontos-base e se aproxima da taxa interbancária CDI – o que pode ser visto como sinal de que o investidor espera um enfraquecimento maior da economia daqui para frente.

 

EXTERIOR: As tensões comerciais entre os EUA e a empurravam os índices Dow Jones Industrials e S&P500 para baixo 0,62% e 0,48%, respectivamente. Entre os Treasuries, o juro do título de dez anos caia 3,6 pontos-base a 2,229%, perto da mínima desde 2017.

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