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Ativos do risco caminham para pior semana desde agosto por vírus; no radar, Brexit, leilão de linha

Postado por: TC Mover em 31/01/2020 às 9:29

As bolsas de valores globais caminham para ter sua pior semana desde agosto, refletindo a crescente incerteza com o surto de coronavírus, que ameaça impactar o crescimento mundial e restringir o movimento de bens e pessoas de forma nunca antes vista. Essa semana, a última do primeiro mês deste ano, tem sido tumultuada mundo afora, com o investidor procurando às pressas por ativos seguros, mesmo com a divulgação de balanços trimestrais positivos nos Estados Unidos e em meio a decisões de política monetária de vários bancos centrais. Por um lado, os dados econômicos têm oferecido algum suporte, assim como os balanços, mas o investidor não olha para trás: a pergunta que os mercados se fazer é se a resiliência vista em meses recentes poderá suportar o efeito de uma retraída econômica brutal na China e do tombo na confiança dos consumidores ao redor do planeta. Alguns economistas especulam que dois terços da economia da China permaneçam fechados na semana que vem.

 

A briga entre comprados e vendidos no câmbio deve atrair as atenções do mercado local, que não só foca as energias no leilão de linha que deve começar por volta das 10h20, mas também na enxurrada de dados econômicos vindos da Europa e dos EUA. Hoje, o PIB da Zona do Euro para o quarto trimestre mostrou as piores leituras desde 2013, refletindo a contração da atividade na França e na Itália. Já a Espanha foi o azarão na região. No meio da manhã, pouco após do leilão, teremos dados da inflação americana e de confiança do consumidor da Universidade de Michigan para dezembro. Os dados industriais da China impactaram o desempenho dos mercados asiáticos na madrugada desta sexta-feira, com o PMI de janeiro mostrando estagnação. Qual a interpretação da nossa editora Ana Carolina Siedschlag? Segundo ela, tanto o PMI industrial como o composto apontam que a economia chinesa já estava com sinais de fadiga, e que a crise do coronavírus pode piorar a situação.

 

A Litela diminuiu sua participação na Vale para 10,13% após a redução de capital da holding, aprovada em novembro. A minedora também informou ontem o aumento na participação de fundos geridos pela BB Gestão de Recursos, para 6,55% das ações ON da companhia. Ainda ontem, a Vale recebeu autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, para a venda das minas de Emesa e Santanense da Mineração Serra Azul à empresa do Grupo AVG, que já controla os demais ativos da companhia. Em tempo, o JPMorgan iniciou a cobertura da Vale com recomendação overweight e preço-alvo de R$71. A Comissão de Valores Mobiliários decidiu ontem que os ex-administradores e conselheiros da Taurus não poderão atuar em companhias abertas por oito a dez anos após julgamento que determinou fraude na venda da subsidiária SM Metalurgia para a Renill Participações, em 2012.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal e Ana Siedschlag || Foto: AFP)

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