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Ativos de risco sobem com dados, tom contido de Trump; no radar, indústria no Brasil, Camil

Postado por: TC Mover em 09/01/2020 às 9:16

Os ativos de risco operam no azul na manhã desta quinta-feira, revertendo a queda dos últimos pregões, quando Irã e Estados Unidos entraram em rota de colisão. Para gestores e membros experientes do TC, o discurso de ontem do presidente americano Donald Trump trouxe um suporte sólido para o mercado entender que o risco de um confronto aberto é reduzido. Longe de estar totalmente sob controle, o cenário parece menos complexo de ler, de acordo com o trader Rafael Ferri, membro experiente do TC. Os futuros das bolsas americanas e o petróleo avançam, assim como os ativos de mercados emergentes, enquanto o ouro, a volatilidade e o iene recuam – sinal de maior apetite por risco. Dados econômicos que saíram entre ontem à noite e hoje apontam também para sinais de melhora no crescimento global, e declarações, como as do presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, sugerem que há espaço para a manutenção de uma liquidez global abundante.

 

O mercado deve se preparar para as divulgações de sexta-feira do relatório de emprego privado não-agrícola nos EUA e o IPCA brasileiro de dezembro. Fique de olho na divulgação do balanço trimestral da Camil Alimentos, nos pedidos de seguro-desemprego semanais nos EUA e na coletiva de imprensa do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que apresentará os resultados de implementação da Agenda BC#. Uma notícia do The Wall Street Journal disse que o principal negociador comercial do governo chinês viajará a Washington na próxima semana para assinar a Fase I do acordo comercial. Segundo o jornal, essa é a primeira confirmação oficial de Pequim sobre a assinatura do acordo. A delegação chinesa, a ser liderada pelo vice premiê Liu He, estará em território americano entre segunda-feira e quarta-feira que vem. Segundo o acordo, a China deve aumentar as compras de produtos agrícolas e proteger melhor a propriedade intelectual americana. As altas devem seguir após Trump dizer que “todos nós devemos trabalhar juntos para que um acordo com o Irã torne o mundo um lugar mais pacífico”.

 

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a Gerdau deseja ter até o fim do ano que vem ser um B-Corp, selo concedido a uma empresa que une lucro com impacto social pela B Lab. A companhia, no próximo relatório trimestral, reportará indicadores de CO2 e outros dados ambientais. A XP Investimentos perdeu dois funcionários estratégicos um mês após seu IPO: Zeina Latif, economista-chefe, e Raony Rosseti, executivo ligado às iniciativas na área de educação, este há 11 anos na XP. A empresa, segundo coluna do jornal O Estado de S. Paulo, teria distribuído R$500 milhões em bônus aos seus executivos após o sucesso da oferta inicial. Segundo o Valor Econômico, o setor farmacêutico projeta a maior taxa de expansão dos últimos sete anos para 2020. As afirmações foram feitas com base em dados antecipados pela Abrafarma, maior associação do setor, que também trouxe alguns números de 2019: o melhor ano desde 2015, com aumento na inauguração de lojas 24 horas e retomada do consumo dos itens de higiene e beleza.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Ana Siedschlag e Vitor Azevedo || Foto: Gage Skidmore – Wikimedia Commons)

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