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Ativos de risco sobem, apesar de ruído com Irã; comércio, Oscar e Focus no radar

Postado por: TC Mover em 13/01/2020 às 9:18

As bolsas asiáticas e europeias, assim como os futuros dos índices acionários americanos e as commodities de energia avançam nesta segunda-feira, em uma amostra de otimismo com a assinatura da Fase I do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, o início da temporada de balanços trimestrais nos EUA e a noção de que a tensão geopolítica no Oriente Médio está se aquietando. Protestos contra o líder supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, que já ocorrem há meses por conta das dificuldades econômicas do país após o aumento das sanções americanas, se intensificaram depois que o governo admitiu no sábado que militares do país foram responsáveis pela queda do avião ucraniano, que matou 176 pessoas. Ataques a instalações militares iraquianas por parte do regime iraniano ou de milícias patrocinadas por este passaram quase desapercebidas pelo investidor. Os fundos de índice de alguns mercados emergentes, como o EWZ brasileiro, sobem no pré-mercado em Nova Iorque, em um sinal que o apetite por risco está ganhando mais tração.

 

O mercado deve acompanhar a chegada em Washington prevista para hoje do vice-premiê chinês Liu He, para a cerimônia de assinatura da Fase I do acordo comercial. Reforça a confiança a notícia do fim de semana de que os dois países vão separar as discussões de temas mais delicados, como reformas estruturais, da disputa comercial. Os EUA e a China devem anunciar o início de conversas semestrais para acelerar reformas nos dois países e resolver disputas que vão além da rivalidade comercial, fontes disseram ao The Wall Street Journal neste sábado, no que parece ser a retomada de um formato proposto e executado por predecessores do presidente americano Donald Trump. No plano local, o ano começou em clima de ressaca na bolsa, depois das altas do fim do ano, com parte dos investidores realizando lucros e outros avaliando o que veem como decisões erráticas do presidente Jair Bolsonaro na pauta econômica. O ministério da Economia deverá cortar até R$6 bilhões de ministérios, em uma tentativa de conter a forte onda de gastos proveniente da alta na inflação e da ampliação dos benefícios sociais, disse a Folha de S. Paulo.

 

A Academia de Artes de Ciências Cinematográficas vai divulgar hoje a tão esperada lista de indicados ao Oscar 2020. O evento é importante para as companhias globais de entretenimento, como a Fox e a Disney – geralmente indicações levam a maior venda de bilhetes no cinema, patrocínios e vendas de merchandising, etc. Entre os possíveis nomeados estão Joaquin Phoenix, por sua atuação em Coringa, o longa 1917, vencedor do Globo de Ouro de melhor filme dramático, e Quentin Tarantino, diretor de Era Uma Vez em… Hollywood. Segundo matéria do jornal O Estado de S. Paulo, ao menos cinco construtoras devem estrear na bolsa brasileira em 2020, numa possível movimentação total de R$5 bilhões. Moura Dubeux e Mitre já entraram com pedido de registro na CVM, enquanto Kallas, Cury e You,Inc contrataram bancos para tocar o processo, disse o jornal.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Vitor Azevedo e Ana Siedshlag || Foto: Bandeiras – U.S. Department of Agriculture)

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