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Ativos de risco sobem à espera de decisões de BCs; no radar, IBC-Br de julho: Espresso

Postado por: TC Mover em 14/09/2020 às 7:06

Nesta segunda-feira, os ativos de risco, as commodities e as moedas de países emergentes avançam, refletindo crescente otimismo com o desenvolvimento de vacinas e tratamentos contra o coronavírus, além da retomada de fusões e aquisições no setor de tecnologia – isso tudo em meio a uma semana decisiva para a política monetária global. As lideranças de quatro grandes bancos centrais vão avaliar nesta semana qual o estoque de ferramentas que ainda têm disponíveis para evitar uma desaceleração no último trimestre. Dizem por aí que a procrastinação é a ladra do tempo, e por isso esperamos que as diretorias do Federal Reserve, Banco Central do Brasil, Banco do Japão e Banco da Inglaterra não percam tempo explicando quais são as opções de política monetária prontas, a relevância das metas atuais e, por que não, sua orientação para o futuro próximo. O mercado espera manutenção dos juros nos quatro países, mais uma enumeração das medidas à disposição e um alerta para que os políticos assumam suas responsabilidades e gastem agora – e não de forma permanente, lá na frente.

Desta forma, teremos a Pesquisa Focus semanal, do Banco Central do Brasil, com as projeções para juros, câmbio, variação do PIB e inflação. O Ministério da Economia publica os dados semanais da balança comercial à tarde. O destaque do dia será a divulgação do índice de crescimento econômico do BCB, conhecido como IBC-Br – uma prévia mensal do PIB brasileiro. Devemos ver desaceleração da retomada na base sequencial e uma melhora substancial na leitura anual – sinalizando desigualdade de desempenho entre setores e subsetores. No exterior, o desempenho da indústria no Japão e na Zona do Euro em julho veio bem melhor do que o esperado. Hoje, à noite, a China anuncia as leituras de produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos de agosto – o dado geralmente mexe com as bolsas e traz alguma volatilidade extra ao pregão do dia seguinte. Na política, o presidente Jair Bolsonaro vetou parte da proposta que perdoava dívidas de igrejas – será que isso impacta a negociação política no Congresso? A conferir.

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