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Ativos de risco recuam pela primeira vez em dias à espera do Payroll; no radar, IPCA, Congresso e vírus

Postado por: TC Mover em 07/02/2020 às 9:19

O investidor evita tomar riscos nessa sexta-feira, à espera da divulgação do relatório mensal de emprego privado não-agrícola de janeiro nos Estados Unidos, que deve mostrar números de criação de vagas fortes e dar maior suporte ao dólar ante moedas pares e de países emergentes. Mundo afora, as bolsas fecharam mistas na Ásia, com recuos em Tóquio e Hong Kong e avanços modestos na China que refletiram alguma esperança de estabilidade nos números do contágio e vítimas do coronavírus. Na Europa, o investidor está pouco confiante, pois o episódio do navio japonês com mais de 60 infectados, a morte do médico chinês que foi punido pelo regime chinês por alertar sobre o perigo do vírus e a forte queda na produção industrial alemã não condizem com o ambiente otimista de dias recentes. Essa desconfiança permeia os futuros dos índices-referência das bolsas americanas, que também recuam.

 

No Brasil, membros experientes do TC esperam pressão altista no câmbio e nos juros e mais fluxo de saída na bolsa por parte do investidor estrangeiro. O mercado fica de olho nos dados do IPCA de janeiro, que perderam certa relevância após o Banco Central interromper o ciclo de cortes da taxa básica Selic. Também preste atenção no leilão de swap no meio da manhã – que pode tirar um pouco de volatilidade do dólar, mas não mudar seu viés de alta.  Como é praxe nos mercados, uma situação como a do coronavírus cria entre os investidores sensações que vão da surpresa ao pânico, do pânico à calma tensa e a decepção – antes de absorver a real das coisas. Parece que estamos prestes a entrar na real em relação a duas ou três coisas: o fato que o impacto da doença no crescimento pode ter efeitos mais duradouros do que o esperado.

 

O Carrefour Brasil está negociando a compra da operação da rede holandesa Makro, a terceira maior atacadista do Brasil. Segundo o Valor Econômico, que ouviu fontes, desde o ano passado a mesa de negócio está num impasse: o Makro busca um valor próximo a R$5 bilhões, enquanto o Carrefour Brasil estaria disposto a pagar até R$4 bilhões. Ainda segundo o Valor Econômico, a Petrobras deve adiar para abril a data de recebimento das ofertas vinculantes para o primeiro pacote de refinarias. Segundo fontes consultados pelo jornal, novos interessados pediram o adiamento do processo, que seria iniciado em 6 março, para discutir associação com os atuais candidatos. ambém sobre Petrobras, o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, afirmou ao Valor que cerca de R$3,5 bilhões dos R$22 bilhões levantados pelo BNDES na oferta de ações da petroleira foram oriundos do varejo.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal, com colaboração de Vitor Azevedo e Ana Siedschlag || Foto: Médico chinês Li Wenliang – BBC)

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