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Ativos de risco oscilam com PIB chinês, balanços fracos; no radar, Petrobras, FMI, Bolsonaro-PSL e BB

Postado por: TC News em 18/10/2019 às 9:34

O enfraquecimento da demanda na China, assim como das exportações, ambas refletidas nos dados do PIB do segundo trimestre do país divulgados ontem à noite, mostram porque o governo do presidente Xi Jinping quer buscar uma solução à guerra comercial com os Estados Unidos. Os americanos tampouco são imunes aos danos provocados pela disputa de 18 meses. Em reação aos números chineses, o índice Xangai Composto, da bolsa de Xangai, afundou cerca de 1,3%, liderando as perdas nas ações asiáticas, seguido pelo Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, que recuou 0,6%.

 

Os dados de atividade econômica divulgados pela China vem com viés negativo: a expansão do produto interno bruto do país atingiu 6,00% na base anual no terceiro trimestre frustou o consenso de mercado e o menor ritmo de crescimento desde o primeiro trimestre de 1992. Fique de olho hoje nas reuniões de outono do Fundo Monetário Internacional, nas reações do mercado à prévia de produção da Petrobras, divulgada ontem, aos desdobramentos da briga entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL e aos resultados corporativos nos EUA e no Brasil, onde os destaques são Coca-Cola e Neoenergia, respectivamente.
 

Apesar de acumular, até ontem, alta de 1,14% na semana, o Ibovespa sente o peso das tensões comerciais, de menor crescimento econômico e da volatilidade dos preços das commodities dos últimos três ou quatro meses. Se isso impactou os resultados das empresas, será um tema recorrente ao longo dos próximos vinte dias, com a abertura oficial da temporada de balanços hoje à noite – a Neoenergia será a primeira grande companhia a divulgar seus resultados para o período julho-setembro. Na esteira da apatia do investidor estrangeiro, que já tirou, líquidos, R$5,16 bilhões da bolsa – contando ofertas. Em relação aos bancos, que continuam sendo ponto de grande polêmica entre os investidores da bolsa, uma economia mais lenta enfraquece a qualidade dos ativos e pressiona os lucros.

 

No exterior, os dados de inflação no atacado na Alemanha deram uma ideia do desaquecimento da principal economia da Zona do Euro. Nos EUA, saem os resultados de American Express e Coca-Cola, que trouxe lucro líquido em linha com as expectativas, de US$0,56 por ação. O presidente do Banco central, Roberto Campos Neto, deve ter um dia bem agitado em Washington, onde representa o país na reunião de outono do FMI: coletivas, discursos e reuniões com banqueiros e funcionários de outros países. A Neoenergia solta resultados trimestrais, após soltar prévia operacional essa semana que foi digerida de forma mista pelos analistas. O papel negocia a um desconto de quase 20% ante seus pares.

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