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Ativos de risco despencam com incerteza sobre coronavírus; no radar, Trump, balanços e setor externo

Postado por: TC Mover em 27/01/2020 às 9:15

As bolsas, o petróleo e os rendimentos dos títulos de dívida soberana dos países ricos caem na manhã desta segunda-feira, após um final de semana marcado por uma deterioração na situação do coronavírus na China, alguma tensão geopolítica no Oriente Médio e na Coréia do Norte e o que parece ser um acirramento da disputa política nos Estados Unidos em torno do impeachment do presidente Donald Trump. Com os mercados da China, Hong Kong e Austrália fechados por conta das festividades do Ano Novo Lunar, os futuros de alguns dos índices desses mercados despencaram; minerais e metais correlacionados com o crescimento econômico, como o minério de ferro e o cobre, desabaram em outras praças da região. São quase 3 mil casos de contágio confirmados e 80 mortes. O governo chinês deu autorização às autoridades das províncias mais afetadas para isolar quase 70 milhões de pessoas.

 

Espere um estrago nos dados de atividade econômica na segunda maior economia do mundo no primeiro trimestre, em um momento em que a economia mostra sinais de fadiga e a poluição e os problemas ambientais estão se tornando uma restrição ao crescimento. O episódio trágico que tem como pano de fundo um vírus pouco conhecido, de longa incubação e facilmente transmissível “está fazendo os mercados entenderem de vez que os patamares atuais dos preços, a posição técnica e os fundamentos de alguns ativos estão fora do lugar”, abrindo espaço para uma correção, disse um gestor sediado em Londres. Na China, o prefeito de Wuhan admitiu hoje que houve uma divulgação tardia sobre a natureza infecciosa da doença – o que faz o investidor se perguntar até que ponto o governo está sendo transparente. Já os casos fora da China são ainda de pessoas que visitaram o país recentemente, o que indica menor poder de contágio e reduz o receio de uma epidemia global.

 

Em relatório divulgado hoje, o Credit Suisse reiterou a ação ordinária do Banco do Brasil como principal escolha entre os papéis dos maiores bancos comerciais, por conta do que parece ser a capacidade do banco estatal em manter a rentabilidade alta e de manter o controle nas despesas; assim os analistas mantiveram a recomendação do papel em outperform e elevaram o preço-alvo de R$68 para R$72. O banco manteve a recomendação de Bradesco PN e Itaú Unibanco PN, mas cortou os alvos de ambas. Já o Santander Brasil unit teve recomendação elevada de neutra para outperform, mas reduziu o alvo para R$54. O Credit Suisse também iniciou a cobertura da ação ON da Eletrobras, com recomendação neutra e alvo em R$45,90, e da PNB, com recomendação outperform e alvo em R$50,30. Para analistas, a privatização é o principal motor da história sobre a Eletrobras.

 

(Foto: Monitor de controle do vírus de Wuhan – JHU CSSE/OMS)

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