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Ativos de risco avançam à espera de estímulo na China, Powell; no radar, ata do Copom, Vale e Itaú

Postado por: TC Mover em 11/02/2020 às 9:21

O ímpeto que os índices acionários americanos carregam desde ontem, quando o S&P500 e o Nasdaq Composto fecharam na máxima histórica, impulsiona a demanda por risco mundo afora e deve permear o pregão na B3 com algum fluxo de compra. As bolsas fecharam em alta na Ásia e sobem na Europa, à espera de sinais mais claros por parte do governo chinês de que haverá um programa de estímulo para reavivar o crescimento na esteira da epidemia do coronavírus, que mantém a segunda maior economia do mundo parcialmente paralisada pela terceira semana. O investidor também fica de olho no primeiro de dois dias de sabatina por parte do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no Congresso americano. Se espera que ele explique aos parlamentares o efeito que o vírus possa ter nas economias americana e mundial, os riscos subjacentes de uma prolongação indesejada da epidemia e quais as ferramentas que o Fed possui para evitar uma queda na atividade econômica americana em pleno ano eleitoral.

 

Os futuros do S&P500 e do Dow Jones Industrials mostram altas modestas na manhã desta terça-feira, o petróleo se afasta das mínimas de um ano no pregão europeu e o dólar americano recua ante uma cesta de moedas pares. No plano local, o investidor foca na ata da última decisão de juros do Banco Central, da semana passada, que ganha alguma importância adicional por conta do impacto do coronavírus, que pressiona para baixo tanto a inflação quanto os prêmios dos contratos de juros futuros. Já o câmbio continua refém da dinâmica do fluxo e do humor externo. Hoje teremos precificação das ofertas da Cogna Educação e da inicial da Moura Debeux, teleconferências do Itaú e da São Martinho, divulgação de balanço do Banrisul e a reação do mercado à queda de 16,49% ontem na ação do IRB Brasil.

 

É difícil saber se o mercado vai gostar dos resultados do Itaú, que foram divulgados ontem à noite. Apesar do lucro bater de leve o consenso, dois pontos chamam a atenção do investidor: o primeiro, as metas operacionais modestas em termos de crescimento do crédito e margem financeira para esse ano; o segundo, a constituição de uma provisão para créditos de liquidação duvidosa, que praticamente anulou o efeito positivo da valorização da fatia do banco na XP Investimentos e da reavaliação de crédito tributário. Para analistas do BTG Pactual e do Credit Suisse, o balanço e o guidance do Itaú deveriam ter um efeito marginalmente positivo nas ações do banco. Como os dados vieram alinhados com o consenso, o foco deve se transladar à mensagem da administração. A média das metas permite inferir crescimento de 1% no lucro líquido, que deve atingir R$28,6 bilhões no ano, levemente acima do consenso. Tem ainda mais um elemento positivo: o banco parece realmente comprometido com o controle de custos.

 

(Por: Guillermo Parra-Bernal | Foto: Powell e Trump – Casa Branca/Divulgação)

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