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Ataques de Trump à China, Brexit derrubam bolsas mundo afora, à espera da Super Quarta

Postado por: TC Mover em 30/07/2019 às 17:29

Mais uma vez, ele. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,voltou a fazer ataques à China nesta terça-feira, exatamente no dia em que emissários dos dois países se reúnem em Pequim para tentar resolver o conflito comercial que já dura 16 meses e ameaça o crescimento econômico global. As críticas de Trump, que em três tuites mencionou a falta de vontade do país asiático para fechar um acordo, a suposta intenção dos chineses de negociar uma solução à guerra comercial com o Partido Democrata e a acusação de que a China descumpriu a promessa de comprar bens agrícolas americanos, deixaram no ar o questionamento: não seria o próprio Trump quem quer que as negociações colapsem?

 

O efeito Trump, somado a uma temporada de balanços mista e à expectativa pelos resultados da Apple – que saem nesta noite e não devem ser tão animadores – fizeram os índices acionários americanos fecharem no vermelho, e o VIX, o índice que mede volatilidade, disparar. Não bastassem os temores na América do Norte, o investidor se viu pressionado a ser cauteloso por um outro elemento: os sinais de que o novo premiê britânico, Boris Johnson, deve promover um Brexit sem acordo. Foi o bastante para derrubar as bolsas europeias e a libra esterlina, que tocou hoje seu menor patamar ante o dólar em 25 meses.

 

Com uma postura mais defensiva pelo mundo, o Ibovespa operou instável e fechou em queda de 0,53%, a 102.932 pontos, com volume de R$11,47 bilhões. O dólar futuro, que passou praticamente todo o dia em alta, avançava 0,22% na reta final do pregão, cotado a R$3,790. Os juros operaram instáveis ao longo do dia e fecharam em queda.

 

Amanhã, todas as atenções se voltam para as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil – é chegada, afinal, a Super Quarta. Os investidores esperam que o Comitê de Política Monetária do Fed, o FOMC, reduza a taxa Fed Funds em pelo menos 25 pontos básicos amanhã, e no mínimo em 80 pontos básicos até dezembro – seria o primeiro corte em 11 anos. A decisão sobre a taxa Fed Funds será divulgada às 15h00, horário de Brasília, com comentários do presidente da autarquia, Jerome Powell, às 15h30, em coletiva de imprensa – o que deve gerar impactos nos ativos.

 

No Brasil, as apostas também são de redução da taxa básica de juros Selic. Pressionado por uma economia frágil, inflação abaixo da meta e iminência de afrouxamento monetário nos EUA e na Europa, o Banco Central deve cortar a taxa pela primeira vez desde março do ano passado. Não há, todavia, consenso sobre a dimensão do corte. De 14 economistas e gestores consultados pelo TC Mover, 11 acreditam em redução de 25 pontos-base, e o restante, de 50 pontos-base. A decisão do BC será publicada após as 18h00.

 

E por aqui, segue a temporada de resultados trimestrais. Hoje, após o fechamento, serão divulgados balanços de CSN, Cteep, Lojas Renner, TIM Brasil, Smiles e Sonae Sierra. A quarta-feira também virá forte quanto aos resultados corporativos: depois do fechamento do mercado, Vale, BR Distribuidora e Duratex informam balanços. Amanhã, o IBGE divulga inflação medida pelo IPP mensal e anual de junho. Na União Europeia, serão informados o PIB anual e trimestral do bloco. Os Estados Unidos divulgam, além de outros indicadores, a variação de empregos privados mensal e os pedidos de hipotecas semanal.

 

(Foto: Jerome Powell/ Federal Reserve)

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