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Arma letal: Twitter de Trump ameaça China e mercados desabam; no Brasil, foco volta à Previdência

Postado por: TC Mover em 06/05/2019 às 8:32

O Twitter do presidente americano Donald Trump é uma arma de destruição em massa. Após um curto período sem maiores bombas, ele ameaçou ontem, em dois tuítes, sobretaxar em 25% cerca de US$200 bilhões de importações chinesas – um movimento que surpreendeu o mundo inteiro, especialmente após ele sinalizar que tudo estava bem nas conversas rumo ao fim da guerra comercial entre as duas nações. As bolsas da China tiveram seu pior desempenho em três anos e os futuros acionários americanos despencavam na manhã desta segunda-feira. Ao demonstrar ontem descontentamento com o ritmo das negociações, Trump fez ressurgir as tensões comerciais que podem levar a um aprofundamento da desaceleração econômica mundial, custos maiores nas cadeias globais de produção, pressionar os lucros e elevar a incerteza geopolítica. O presidente americano também disse que cogita impor sobretaxas de 25% sobre outros US$325 bilhões em importações da China.

 

Estranhamente, a mídia chinesa quase que ignorou os tuítes – o que torna a situação mais desconcertante e os possíveis desfechos mais binários ainda. Nem a agência oficial Xinhua, nem o jornal Global Times – autor de editoriais incendiários atacando Trump no passado – se pronunciaram de forma categórica. Por ora, o vice-premiê chinês, Liu He, deve chegar em Washington na quarta-feira para mais uma rodada de conversas, mas o The Wall Street Journal disse ontem à noite que a China cogita adiar esse encontro. Segundo agências de notícias, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China disse que a delegação ainda está se preparando para viajar para os EUA, mas não deu detalhes. Os mercados esperavam o esboço de um pré-acordo para essa sexta-feira. Deixando o ambiente mais carregado no começo dessa semana, o governo da Coreia do Norte fez o primeiro lançamento de míssil balístico desde 2017, em mais um teste geopolítico para a administração Trump.

 

Trump, que gosta de movimentos inesperados para se fazer notar, não devia abusar da sua sorte: as bolsas em Nova Iorque subiram quase 20% no ano, em parte pelos seus tuítes animados sobre o acordo EUA-China. O mercado não perdoa quando a política se torna ilegível. “Acredito que esta seja uma estratégia de negociação de Trump, mas que não será muito bem digerida pela cultura chinesa,” disse Dan Kawa, chefe de investimentos da TAG Investimentos. “Trump foi levado pela melhora das bolsas e a aparente robustez da economia dos EUA. Acho que para o acordo avançar, agora, a situação deverá ficar pior antes de melhorar.” Para hoje, fique de olho nas divulgações dos PMI compostos. Na China, o Banco Central do Povo disse que afrouxará os compulsórios para bancos menores a partir do dia 15. Já no quesito resultados trimestrais no Brasil, fique de olho nas estatais BB Seguridade e BR Distribuidora, assim como no Magazine Luiza. No plano local, o foco volta à reforma da Previdência e à decisão do comitê de política monetária do Banco Central, o Copom, na quarta-feira. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro, em entrevista ao apresentador Silvio Santos, fez uma defesa da Nova Previdência, dizendo que, sem ela, “a inflação volta” ao Brasil.

 

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

Os principais índices acionários, o euro, as moedas emergentes e os preços do petróleo despencavam neste início de segunda-feira após o tuíte de Trump colocar em dúvida o futuro das negociações comerciais.

 

Bolsa: As bolsas na Ásia e na Europa e os futuros dos índices americanos amanheceram em queda livre, com recuo de 5,5% no índice Xangai Composto, de 1,9% da SXXP 500, da Europa, e de 1,8% do futuro do índice S&P500. As bolsas na Ásia acompanharam o desempenho do índice chinês, com quedas de 2,9% em Hong Kong e 7,56% em Shenzhen. Japão não abre hoje devido a feriado. O índice VIX, uma métrica de volatilidade global, disparava 16%.

 

Principais notícias corporativas

 

Tegma: A Tegma apresentou um lucro líquido de R$26,6 milhões referente ao primeiro trimestre, o que representa um aumento de 90,2% na base anual.

 

Energisa: A Energisa anunciou a compra de 87% da Alsol Energias Renováveis por R$11,7 milhões junto à Algar Empreendimentos e Participações.

 

BR Distribuidora: A BR Distribuidora comunicou que recebeu mais uma parcela de R$127,8 milhões referente a dívidas da Eletrobras. Até agora, a companhia – que hoje divulga os resultados do primeiro trimestre – já recebeu cerca de R$2,17 bilhões.

 

Ibovespa: Estreantes na Bolsa têm desempenho difícil de prever (Globo)

 

Seguradoras: Setor de seguros se reposiciona, reduzindo exposição a carteiras específicas, diz coluna (Estado)

 

Montadoras: Montadoras pedem apoio do governo para exportação (Estado)

 

Klabin: Em 2019, Klabin investirá R$ 2 bi em ciclo de expansão (Valor)

 

Energia: Transmissão de energia tem rodada de venda de ativos (Valor)

 

Triunfo: Zurich e fundo IG4 fazem proposta por Viracopos (Valor)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h25 Relatório Focus – Banco Central

10h00 PMI de serviços (abril) – Markit; consenso 52,7

10h00 PMI Composto (abril) – Markit; consenso 53,1

 

Indicadores internacionais

04h55 Alemanha – PMI de serviços (abril); consenso 55,6

05h00 UE – PMI Composto (abril); consenso 51,3

05h30 UE – Confiança do investidor (maio) – Sentix; consenso 1,4

06h00 UE – Vendas no varejo mensal (março); consenso -0,10%

06h00 UE – Vendas no varejo anual (março); consenso 1,80%

11h00 EUA – Índice de Tendência de emprego (abril); consenso 111

21h30 Japão – PMI Industrial (abril); consenso 49,5

 

Resultados corporativos

AA Banco ABC; consenso R$115 mi

DF AES Tietê

DF CPFL Renováveis

DF Duratex

DF BB Seguridade; consenso R$900 mi

DF BR Distribuidora; consenso R$635 mi

DF Marcopolo; consenso R$35 mi

DF Magazine Luiza; consenso R$143 mi

DF Unidas

DF Vulcabras Azaleia

 

Teleconferências

N.D. Tegma

 

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