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Após feriado, Previdência ganha força com Maia; mundo afora, foco muda de Fed para comércio e balanços

Postado por: TC Mover em 02/05/2019 às 8:49

A reforma da Previdência só deve voltar à pauta na semana que vem, o que não quer dizer que manchetes e ruídos sobre o assunto devam sumir: tentativas de sabotagem, ataques ou achaques podem aumentar em reação aos indicativos de menor diluição e tramitação mais rápida do projeto. Ontem, o deputado Paulinho Pereira, líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade, disse que os partidos que compõem o Centrão cogitam desidratar o texto de tal forma que uma aprovação da reforma não garanta a reeleição do presidente Jair Bolsonaro. Para Paulinho da Força, uma reforma que gere uma economia fiscal de pelo menos R$800 bilhões é impensável. Seus correligionários no Centrão negaram as conversas. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse à agência Broadcast não acreditar que essa é uma posição de todo o bloco e, em troca, prometeu trabalhar para aprovar uma reforma que garanta economia de, no mínimo, R$1 trilhão.

 

Assim, o que podia ser visto como ruim pode, no final, ser bom. Por um lado, o fato da velha política se incomodar com o projeto aumenta seu apelo popular; por outro, a fala de Paulinho força o sistema político a ser mais cuidadoso na tramitação e discussão da matéria. Com a agenda política mais calma, o investidor olha para os dados de fluxo cambial e PMI industrial, assim como as divulgações dos resultados trimestrais de pelo menos cinco companhias, com destaque para o Itaú Unibanco, após o fechamento. Em dias recentes, os balanços dos bancos mostraram uma recuperação na qualidade e crescimento da carteira, assim como níveis de lucratividade inabaláveis. Muitos investidores se perguntam se a tão esperada queda no ROE dos bancos privados para níveis abaixo dos 20% vai demorar mais. A conferir.

 

Mundo afora, o foco se transfere da decisão de política monetária de ontem do Federal Reserve, que manteve a taxa-alvo básica de juros inalterada, para as conversas comerciais entre os Estados Unidos e a China, a decisão de juros do Banco da Inglaterra, os pedidos de seguro-desemprego nos EUA e mais balanços trimestrais. Os mercados na China e no Japão ficaram fechados por conta de feriados nesta quinta-feira. Após o Fed frustrar as apostas de cortes nos juros com a avaliação de que a economia americana permanece forte e a recente queda na inflação parece transitória, os futuros dos índices acionários em Nova Iorque se recuperam hoje e os juros da dívida americana sobem, para se acomodar às novas expectativas. Amanhã, os EUA divulgam seu relatório mensal de emprego – o que deve trazer mais volatilidade. Não perca a continuação das negociações EUA-China na semana que vem, quando uma delegação chinesa viaja a Washington para ultimar detalhes do grande acordo, que pode sair no final de maio ou começo de junho.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

As bolsas europeias e os futuros dos índices acionários americanos operavam mistos nesta quinta-feira após a decisão de política monetária do Federal Reserve na véspera, que manteve a taxa-alvo de juros americana, frustrar apostas de uma redução nos juros na maior economia do mundo.

 

Bolsa: As bolsas asiáticas fecharam em leve alta, com volume de negociação comprometido devido a um feriado na China e no Japão. Nos Estados Unidos, os futuros dos índices Dow Jones e S&P500 apontavam para uma abertura em alta, se recuperando do tombo de ontem. Ontem, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a economia americana mostra tendências contraditórias que reiteram a necessidade de paciência para futuros movimentos na taxa-alvo de juros. Na Europa, a temporada de balanços influencia o desempenho das bolsas, com resultados positivos para a montadora alemã Volkswagen e o banco francês BNP Paribas, e queda no desempenho no grupo financeiro holandês, ING.

 

Principais notícias corporativas

 

Light: A Light elegeu Ana Marta Horta Veloso para o cargo de CEO após aprovar destituição de Luís Fernando Paroli Santos.

 

Klabin: A Klabin aprovou a distribuição de dividendos intermediários no valor de R$201 milhões, sendo equivalentes a R$0,19 por unit.

 

Guararapes I: Em assembleia, os acionistas da Guararapes aprovaram a proposta de desdobramento de ações, na proporção de 1 ação para 8 ações.

 

Guararapes II: A Guararapes elegeu Flavio Rocha como presidente do conselho de administração.

 

Santander Brasil: Banco Bonsucesso planeja vender fatia de 40% na parceria para crédito consignado para o Santander Brasil, disseram fontes à Coluna do Broadcast, do jornal O Estado de S. Paulo.

 

CCP: A Cyrela Commercial Properties registrou um lucro líquido de R$17,8 milhões no primeiro trimestre, uma retração de 16,6% na base anual.

 

Petrobras: Petrobras conclui venda da refinaria de Pasadena à Chevron (Folha)

 

J&F: MPF informa que leniência da J&F pode ser repactuada ou até rescindida (Folha)

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

05h00 IPC mensal (abril) – Fipe

08h00 IPC-S mensal (abril) – FGV

10h00 PMI industrial (abril) – Markit

12h30 Fluxo cambial estrangeiro – Banco Central

16h00 Balança comercial (abril) – Min. Economia

 

Indicadores internacionais

03h00 Alemanha – Vendas no varejo mensal (março); consenso -0,90%

03h00 Alemanha – Vendas no varejo anual (março); consenso 2,80%

04h55 Alemanha – PMI industrial (abril); consenso 44,5

05h00 UE – PMI industrial (abril); consenso 47,8

05h30 Reino Unido – PMI de construção (abril); consenso 50,4

08h00 Reino Unido – Taxa de juros (maio); consenso 0,75%

09h30 EUA – Pedidos iniciais por seguro-desemprego; consenso 214 mil

11h00 EUA – Encomendas à indústria mensal (março); consenso 1,30%

 

Resultados corporativos

AA Klabin; consenso R$230 mi

DF Odontoprev; consenso R$80 mi

DF Natura; consenso R$75 mi

DF Linx; consenso R$28 mi

DF Itaú Unibanco; consenso R$6,86 bi

 

Teleconferência de resultados

09h00 Klabin

 

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