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Após apresentação do parecer da reforma, foco volta aos dados; agenda corporativa será intensa amanhã

Postado por: TC Mover em 13/06/2019 às 18:08

O substitutivo ao texto da Reforma da Previdência foi apresentado hoje, e prevê resultado fiscal de R$1,13 bilhão, pouco mais de R$100 bilhões abaixo do que o governo pediu originalmente em fevereiro. A soma da economia com as mudanças nas regras previdenciárias atuais, de R$913,4 bilhões, e do crescimento da receita da Previdência Social, de R$217 bilhões, satisfez o mercado, que reagiu com uma alta, ainda que tímida, na bolsa e uma queda no dólar. Há, ainda, sinais de que a contagem para aprovar o texto ajustado na Câmara está perto dos 308 votos necessários.

 

Os juros futuros derreteram, dobrando a aposta de que, uma vez aprovada a reforma – e o investidor acredita que assim será –, o Banco Central cortará a taxa básica de juros Selic pelo menos em meio ponto percentual antes do final do ano. Isso porque não somente a situação fiscal mudará dramaticamente, mas porque a economia brasileira, que está em franca deterioração há quase um ano, precisa de uma dose de estímulo para tentar reagir. Amanhã, os dados do IBC-Br, a prévia mensal do PIB calculada pelo BC, pode trazer mais uma leitura fraca da atividade, aumentando a pressão – e as apostas – por uma Selic menor.

 

Com o final de semana chegando, o investidor deve fazer uma retrospectiva do andamento da proposta – e como vai se posicionar para os debates da semana que vem na Comissão Especial da Câmara. O balanço é bastante positivo, apesar da demora e dos ruídos por conta da animadversão latente entre governo e Congresso. A potencial aprovação da Nova Previdência tira do caminho o principal problema estrutural da economia nacional, abre espaço para a aprovação de mais iniciativas que modernizem a economia e incentiva o empresariado a investir e empregar mais. Resumindo, uma reforma previdenciária sólida e ampla gera previsibilidade.

 

Passado esse capítulo da novela da reforma, o foco volta aos indicadores e aos eventos corporativos. A divulgação de dados de produção industrial, vendas no varejo e emprego na China hoje à noite devem impactar em cheio o pregão de sexta-feira; o investidor está esperando resultados fracos em todos esses indicadores. Pela manhã, teremos dados do varejo e da indústria americana. No âmbito corporativo, fique de olho no leilão de venda da participação de mais de 36% que o GPA tem na Via Varejo para um consórcio de investidores, liderado pelo empresário Michael Klein, por volta das 10h30. Espera-se que aconteça sem maior contratempo. Além disso, os acionistas da Netshoes devem decidir se aceitam a oferta de compra de controle da companhia pela Magazine Luiza.

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