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S&P500 na máxima histórica pode levar a ajuste positivo na B3; PMIs, tensão no Oriente Médio no radar

Postado por: TC Mover em 21/06/2019 às 8:50

A bolsa de São Paulo pode incorporar hoje as fortes altas de ontem nos preços dos recibos de ações brasileiras negociados em Nova Iorque, além da sinalização extraforte de vários bancos centrais, principalmente do Federal Reserve, de que taxas de juros menores ao redor do mundo devem ser o alicerce da política econômica no futuro próximo. A esperança de que cortes de juros providenciem o alento necessário para tirar a economia global do marasmo que se encontra, as tensões geopolíticas e o próprio ceticismo quanto à efetividade da política monetária mais frouxa ficam no banco de trás.

 

Ontem, feriado de Corpus Christi no Brasil, o mercado comemorou: o índice S&P500 fechou na máxima histórica; o VIX, índice que mede a volatilidade de mercado, recuou para níveis perto das mínimas desde começo de maio; e o minério de ferro renovou o recorde. No entanto, as ameaças persistem: as fortes altas no preço do petróleo e do ouro – o primeiro, pela escalada da tensão entre os Estados Unidos e o Irã, e o segundo por conta da anêmica atividade econômica global e da sinalização de juros menores ao redor do mundo – não costumam ser sinais positivos para os ativos de risco.

 

O episódio EUA-Irã de ontem merece atenção extra. Notícias de vários veículos de imprensa dizem que o presidente Donald Trump recuou de retaliar o Irã na última hora, após o país islâmico abater um drone americano. Depois de tuitar que o Irã tinha cometido um “erro muito grave”, Trump se conteve e disse que a derrubada do drone possivelmente foi causada por um indivíduo “estúpido”. O petróleo desacelerou ganhos com o recuo de Trump, mas é bom lembrar que petróleo alto e crescimento global medíocre formam uma combinação explosiva.

 

As bolsas europeias e os futuros dos índices acionários americanos refletem essa confusão e operam sem direção definida nesta sexta-feira, porém mostrando certo viés de baixa. É possível, no entanto, que tantos as bolsas asiáticas quanto as americanas colham seu melhor mês desde janeiro. Hoje, os dados do PMI da Zona do Euro, da Alemanha e da França mostraram sinais de estabilização – e se espera que o mesmo aconteça com os PMIs dos EUA, que é usado como uma prévia para índice de compras ISM – poderoso sinalizador do crescimento da maior economia do planeta. Na ausência de notícias relevantes no cenário local, por conta do feriado de ontem, espera-se um dia calmo.

 

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Mercado hoje, segundo Contribuidores TC

 

 

Os futuros das bolsas norte-americanas recuavam na manhã de esta sexta-feira, em linha com a fraqueza vista nos mercados asiáticos e europeus, com o investidor se debatendo entre o sinal de afrouxamento monetário emitido por alguns dos maiores bancos centrais do mundo ao longo da semana e a escalada das tensões geopolíticas. Ontem, os bancos centrais do Japão e do Reino Unido aderiram à tese de que as incertezas econômicas e geopolíticas sugerem política monetária frouxa, levando o índice S&P500 a fechar na máxima histórica. Porém, a notícia de que o presidente americano Donald Trump havia autorizado um ataque ao Irã após a derrubada de um drone, e depois cancelado a decisão, levou o ouro a negociar acima de US$1.400 a onça pela primeira vez desde 2013.

O investidor já olha para a semana que vem, com o evento mais relevante sendo a reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, na cúpula do G-20 no Japão e onde deve ser discutido como sair do impasse nas negociações comerciais entre os dois países. O risco geopolítico também está no quadro, depois da confirmação de que Trump havia aprovado o ataque contra o Irã.

 

Bolsas: As bolsas asiáticas fecharam a maioria em queda, lideradas pelo índice Nikkei 225, na bolsa de Tóquio, que recuou 0,95%. Os futuros do índice S&P500 declinaram 0,18% por volta das 08h00, primeira e maior queda em uma semana. O índice pan-europeu Stoxx600 perdia 0,22%, enquanto os futuros do MSCI Emerging Market Index – um índice referência para os mercados emergentes – também cediam terreno. O VIX, que mede a volatilidade, subia 0,34% a 14,80 – mostrando um movimento pontual de aumento na aversão ao risco.

 

 

 

 

Principais notícias corporativas

 

Banrisul: O Banrisul concluiu parceria com a VG8 e o OPnGo Group para criar solução integrada de pagamento.

 

Marcopolo: A Marcopolo aprovou pagamento de Juros Sobre Capital Próprio no valor de R$0,03 por ação.

 

EDP: A Energias do Brasil aprovou recompra de até 1,5 milhão de ações.

 

JBS: A JBS concluiu pagamento de R$2,7 bilhões em dívidas com bancos brasileiros. Com isso, o saldo remanescente ficou em R$6,3 bilhões.

 

Boeing: Boeing negocia venda do 737 Max com aéreas do mundo todo (Valor)

 

Slack: Slack, aplicativo de mensagens, sobe 48% após estreia em Nova Iorque (Valor)

 

 

 

Agenda do dia

 

Indicadores internacionais

04h30 Alemanha – Prévia do PMI composto mensal (junho)

04h30 Alemanha – Prévia do PMI industrial mensal (junho)

04h30 Alemanha – Prévia do PMI do setor de serviços mensal (junho)

05h00 UE – Prévia do PMI industrial mensal (junho)

05h00 UE – Prévia do PMI composto mensal (junho) – Markit

05h00 UE – Prévia do PMI do setor de serviços mensal (junho)

10h45 EUA – Prévia do PMI industrial mensal (junho)

10h45 EUA – Prévia do PMI composto mensal (junho) – Markit

10h45 EUA – Prévia do PMI do setor de serviços mensal (junho)

11h00 EUA – Venda de casas usadas mensal (maio)

14h00 EUA – Contagem de sondas Baker Hughes

 

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