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Alívio do Fed é passageiro e medo volta aos mercados; no radar, Super-Terça, PIB, emprego nos EUA

Postado por: TC Mover em 03/03/2020 às 19:10

Durou pouco o alívio dos investidores com a decisão do Federal Reserve de cortar os juros em 0,5 ponto percentual para compensar os efeitos recessivos da epidemia de coronavírus na economia americana, na primeira reunião extraordinária do banco central americano desde a crise mundial de 2008. Os índices americanos reverteram as quedas e chegaram a subir 1% logo após a decisão, mas começaram a perder o fôlego já durante a entrevista coletiva do presidente do Fed, Jerome Powell, que admitiu que só o corte dos juros não garante a retomada da economia.

 

À tarde, sem novas notícias positivas, o pânico voltou e os índices americanos despencaram. No Brasil, o Ibovespa resistiu o quanto pôde, sustentado pelos papéis de commodities, que se beneficiariam de juros baixos no exterior, mas o temor cada vez maior de uma recessão global contaminou também o mercado doméstico e o índice fechou em baixa. A instabilidade dos mercados deve continuar nos próximos dias, com os investidores divididos entre novos anúncios de cortes de juros e medidas de incentivo dos governos e o crescimento da epidemia de coronavírus e de seus efeitos sobre a atividade.

 

Amanhã saem dados de emprego privado nos Estados Unidos, que podem aumentar o receio de retração da economia americana. No Brasil, saem os números do PIB do quarto trimestre, que devem elevar a expectativa de um corte dos juros básicos aqui antes da reunião do Copom do dia 18. Além do coronavírus, o mercado teme o resultado das prévias da eleição americana, que terá um momento decisivo hoje com a Super-Terça, e que pode indicar quem deverá ser o candidato democrata que vai enfrentar Trump.

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