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Agenda do Investidor: alta na bolsa, varejo, BCE, PPI, seguro-desemprego, petróleo

Postado por: TC Mover em 09/09/2020 às 19:51

As bolsas mundiais fecharam em alta nesta quarta-feira com a recuperação dos papéis de tecnologia depois de quedas expressivas deste a semana passada. O S&P500 e o Dow Jones subiram 2,01% e 1,60%, respectivamente. O Nasdaq, que concentra as ações tecnológicas, voou e atingiu 2,71% de ganho no dia, depois de sofrer fortes quedas e perder 10% em três pregões. Acompanhando Nova Iorque, o Ibovespa registrou 101.192 pontos, alta de 1,24%. O Euro Stoxx também encerrou o dia no azul, 1,62%.

As incertezas em torno das vacinas contra Covid-19 depois que a farmacêutica AstraZeneca suspendeu a fase 3 de testes após um dos voluntários tem complicações neurológicas sérias no Reino Unido não atrapalharam o desempenho das bolsas, que operaram no positivo desde a abertura. Também a tensão entre o presidente americano Donald Trump e a China ficou em segundo plano.

A Agenda do Investidor vai ser agitada hoje com decisões sobre juros na Europa, dados de emprego nos Estados Unidos e números de atividade no Brasil. Confira

Estímulos econômicos – O Banco Central Europeu nesta quinta-feira fará sua reunião de política monetária para definir as taxas de juros. A expectativa é que fiquem como estão, com o juro básico em zero e a taxa de facilidade de depósito em -0,50%, uma tentativa de fazer o dinheiro circular no mercado europeu e estimular a economia.

Mas, diante da queda de 11,8% do PIB da Zona do Euro no segundo trimestre e de persistência da deflação, é provável que o BCE busque outras formas de tentar incentivar a atividade. O mais provável é que o BCE siga o exemplo de seu similar do outro lado do Atlântico e, como o americano Federal Reserve, adote o forward guidance, fornecendo projeções de longo prazo para a taxa de juros e adotando maior flexibilidade nas metas de inflação. A segurança de que os juros e os estímulos continuarão por um período mais longo pode animar os negócios.

Varejo brasileiro – Também faz parte da Agenda do Investidor as vendas do varejo brasileiro de julho. Conforme as estimativas da LCA Consultores, as vendas do varejo restrito, que não inclui automóveis e materiais de construção, devem cair 0,2% em relação a junho e subir 0,4% na comparação anual. No mês anterior, os números foram de alta de 8% e 0,5%, respectivamente. Já as vendas do varejo ampliado devem crescer 3,8%, desacelerando em relação aos 12,6% de junho, e 1,8% em comparação ao ano passado, revertendo a queda de 0,9% do mês anterior, segundo a LCA.

Mais inflação – Os brasileiros vão saber na manhã desta quinta-feira também a inflação do Índice de Preços ao Consumidor, calculado semanalmente pelo Fipe. Na semana anterior, o IPC foi de 0,78%. A Fundação Getúlio Vargas divulgará também a primeira prévia do IGP-M de setembro, que deve vir pressionada como o IGP-DI de agosto, e deve subir 1,85%, ante 1,46% na prévia do mês anterior.

Seguro-desemprego – O dado mais importante do dia, porém, deve ser o número semanal de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos. Na semana anterior, foram 881 mil pedidos do auxílio e a estimativa para a semana passada é de algo em torno de 850 mil. Se o número vier muito abaixo pode indicar recuperação mais forte do mercado de trabalho americano, o que beneficiará as bolsas de todo o mundo.

Inflação ao produtor – Ainda nos Estados Unidos também sai Índice de Preços ao Produtor, ou PPI, de agosto. A expectativa é de alta de 0,30%, metade da registrada em julho, uma desaceleração natural depois da recuperação do mês anterior. Além disso, o Núcleo do PPI deve acompanhar a desaceleração e fechar o mês de agosto em 0,2%, frente a 0,5% do mês anterior. Também sai amanhã no fim da manhã a variação dos estoques de petróleo americano da EIA.

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