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Agenda de terça impactou comportamento dos ativos brasileiros hoje; fique de olho na ata do Copom, Powell

Postado por: TC Mover em 24/06/2019 às 18:12

Os ativos brasileiros mostraram comportamento volátil nesta segunda-feira, na véspera de uma série de divulgações e eventos relevantes: a ata da reunião de política monetária da semana passada no Brasil, discursos de membros da diretoria do Federal Reserve e a publicação da prévia de inflação do mês de junho, o IPCA-15. A agenda da semana, que inclui a possível votação do substitutivo do texto da Reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, a instalação de uma comissão para estudar o projeto de Reforma Tributária, a divulgação de mais números do PIB americano e a antessala da tão esperada reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, no final de semana, devem imprimir mais um pouco de volatilidade no ambiente.

 

Mesmo depois fechar acima dos 102 mil pontos na sexta-feira, e de atingir nova máxima intradia hoje, o índice Ibovespa passou a tarde entre o azul e o vermelho. A bolsa se mostrou arredia, ora por conta de um movimento leve de realização em alguns papéis que subiram bastante recentemente, ora pela cautela que o investidor está mostrando em relação aos cenários local e global para os próximos dias. Pesou no sentimento o anúncio de mais sanções dos Estados Unidos ao Irã, em retaliação à derrubada, na última quinta-feira, de um drone da marinha norte-americana por parte do país do oriente médio – o que fez com o que os contratos futuros de ouro disparassem nesta segunda-feira. Apesar disso, para alguns gestores, o discurso mais dócil dos maiores bancos centrais do planeta deve continuar alavancando a procura por ativos de risco, só que a dimensão dessa demanda vai se dar muito em função do tom dos dirigentes até as próximas reuniões de política monetária.

 

Por isso, a divulgação da ata do Copom, como o comitê que decide os juros no Brasil é conhecido, é tão relevante. O investidor acredita que o BC deve colocar nas mãos dos políticos a sina da taxa Selic, via a aprovação da Nova Previdência e o encaminhamento de outros projetos, como a Reforma Tributária e a autonomia do Banco Central. Com os sinais cada vez mais contundentes de que o Congresso está engajado na passagem da Previdência, o mercado está esperando para confirmar sua tese. A percepção de que o Poder Legislativo quer analisar e votar a reforma antes do recesso parlamentar do meio do ano deve continuar dando combustível às altas do índice e a melhora na percepção do risco – ou seja, dólar mais baixo, juros futuros enxugando prêmios.

 

O índice Bovespa fechou próximo da estabilidade, em alta de 0,05%, a 102.062 pontos. O dólar futuro fechou estável, a R$3,825. Os juros futuros tiveram movimentos distintos, com o contrato para janeiro próximo caindo 2,5 pontos-base para 5,955%, enquanto o contrato do DI com vencimento em janeiro de 2025 fechou em alta de 1 ponto base, a 7,230. Após trazer pela primeira vez na semana passada a possibilidade de redução da Selic este ano, a pesquisa Focus do BC voltou hoje a mostrar projeções em queda para crescimento do PIB e inflação. Se o BC entregar algum afrouxamento da Selic nos próximos meses, o investidor aposta que será por um período mais longo do que o imaginado inicialmente.

 

Amanhã teremos tanto a ata quanto o IPCA-15, que deve desacelerar frente à leitura de maio, antes da abertura do mercado futuro. Também teremos discursos de representantes do Federal Reserve a partir das 9h45. No plano corporativo, a Caixa Econômica deve precificar a oferta secundária de papéis ON da Petrobras, depois do fechamento de mercado – o banco estatal pode arrecadar perto de R$7 bilhões com a alienação da participação. A comissão especial da Reforma da Previdência terá seu terceiro, e talvez último, dia de debates sobre o novo texto, às 9h00.

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