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Ações perdem fôlego em dia de juros em queda e acordo do Brexit

Postado por: TC News em 17/10/2019 às 19:20

O mercado de juros roubou a cena hoje, com forte queda nas projeções dos contratos futuros em meio aos sinais de economia fraca nos Estados Unidos e o avanço da reforma da Previdência no Congresso no Brasil. Algumas instituições financeira importantes já trabalham com um juro de 4% ao ano em dezembro, ou até menos. Na bolsa, os investidores aproveitaram a sessão para realizar parte dos ganhos dos últimos dias, apesar da melhora dos mercados no exterior. A manhã foi animada com o acordo fechado entre o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a União Europeia para a saída organizada do Reino Unido do acordo.

 

Nos EUA, o avanço do acordo do Brexit, que reduziria o risco de uma crise no Reino Unido pela saída drástica da União Europeia, com possíveis impactos na economia global e os resultados positivos das empresas ajudaram a manter os índices de ações em alta. Colaborou também para o bom humor o anúncio de um cessar-fogo na Síria, costurado pelo vice-presidente americano Mike Pence com o presidente turco Tayyp Erdogan, e que prevê a criação de uma zona de segurança na fronteira turca e o fim dos ataques aos curdos em território sírio.

 

No Brasil, em meio à perspectiva de queda maior dos juros, o mercado aproveitou para colocar no bolso parte dos lucros das últimas sessões, movimento favorecido pela crise entre o presidente Jair Bolsonaro e seu partido, o PSL. Bolsonaro retirou Joice Hasselmann da liderança do governo no Congresso e colocou em seu lugar um emedebista, Eduardo Gomes. Hasselman havia assinado uma lista de apoio ao Delegado Waldir, contrariando o presidente. Analistas acreditam que a crise entre Bolsonaro e o PSL não deve afetar as reformas e os projetos econômicos do governo. Mas, com certeza, não ajudam.

 

O Índice Bovespa fechou em queda de 0,39%, aos 105.015 pontos, com volume negociado de R$15,290 bilhões, perto da média do ano, de R$16 bilhões. Petrobras PN ajudou a derrubar o mercado, em queda de 0,97%, assim como os bancos, com Bradesco PN perdendo 1,69% e Itaú Unibanco PN, 0,60%. No mercado de câmbio, o dólar comercial subiu 0,4%, para R$ 4,17 para venda. Para amanhã, os investidores devem ficar atentos a novos desdobramentos do acordo do Brexit. No Brasil, a preocupação será em avaliar como a disputa política entre o presidente e o PSL poderão afetar as votações de assuntos econômicos importantes no Congresso.

 

Hoje à noite, saem os dados do PIB da China no terceiro trimestre, que mostrarão o impacto da guerra comercial com os EUA e podem influenciar os preços das commodities e das ações de países emergentes. Já a agenda econômica terá menos destaque, com a segunda prévia do IGP-M de outubro podendo reforçar a expectativa de queda nos juros para níveis nunca vistos no Brasil. No exterior, os dados de inflação no atacado na Alemanha também darão uma ideia do desaquecimento da principal economia do euro. Nos EUA, saem os resultados de American Express e Coca-Cola.

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