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A ‘Super Quarta’ chegou: pouco progresso na reunião China-EUA pesa no mercado, que aguarda Fed, Copom e balanços

Postado por: TC Mover em 31/07/2019 às 9:09

Os mercados globais operam sem direção nesta quarta-feira, com as bolsas recuando na Ásia e na Europa e os futuros dos índices americanos avançando, após a China e os Estados Unidos concluírem a mais recente rodada de negociações comerciais em Xangai sem sinais relevantes de progresso para encerrar a guerra comercial. Para o investidor, que pouco esperava desta rodada, o encontro demonstra que nenhum dos dois países está com pressa de resolver uma disputa que se alastra por 16 meses, mas que está longe de empurrar, de forma iminente, as duas maiores economias do mundo em recessão.

 

Assim, todas as atenções se voltam para as decisões de juros nos EUA e no Brasil – é chegada, afinal, a “Super Quarta”, – após os números de crescimento econômico e desemprego da Zona do Euro vierem em linha com o consenso. Muitos se perguntam por que os membros do comitê de política monetária do Federal Reserve vão cortar as taxas de juros hoje, pela primeira vez em 11 anos, apesar de a economia americana parecer saudável. O comitê conhecido como FOMC deve reduzir sua taxa-alvo em 25 pontos-base para uma faixa entre 2,00% e 2,25%. A decisão será anunciada a partir das 15h00, seguida de uma coletiva do presidente do BC americano, Jerome Powell.

 

Já o Banco Central do Brasil, pressionado por uma economia frágil, inflação abaixo da meta e a iminência de um corte nos juros americanos e europeus, deve também cortar a taxa básica Selic pela primeira vez desde março do ano passado. Não há, no entanto, unanimidade a respeito da dimensão do corte: a maioria dos economistas e gestores consultados pela TC Mover espera corte de 25 pontos-base, a 6,25%. Fique atento no comunicado, que pode mostrar algum sinal de dissenso entre alguns membros do Copom em relação à configuração do novo balanço de riscos pós-corte da Selic.

 

A título de balanço do mês, julho foi bom para o investidor só até a segunda semana, quando foi concluída a aprovação, em primeiro turno, da Reforma da Previdência na Câmara. Depois disso, os dias foram de volumes fracos, noticiário confuso e volatilidade global. O mês termina com o detalhamento do contingenciamento de R$1,44 bilhão no Orçamento Federal: o ministério da Cidadania foi o mais atingido, seguido da pasta da Educação – o que pode, de novo, agitar a oposição e os protestos contra o presidente Jair Bolsonaro. Por aqui, hoje, depois do fechamento do mercado, teremos os balanços trimestrais da Vale, da BR Distribuidora e da Duratex. Nos EUA, serão divulgados a pesquisa ADP de criação de empregos privados mensal e o dado semanal de pedidos de hipotecas. Hoje, o IBGE divulga o índice de preços ao produtor mensal e anual de junho.

 

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Principais notícias corporativas

 

No âmbito corporativo, o destaque é o balanço da Vale: a perda de produção resultante da tragédia de Brumadinho não deve impedir a maior produtora de minério de ferro do planeta de apresentar um resultado operacional sólido no segundo trimestre. Por trás desse desempenho, analistas veem a alta nos preços do minério, que deve ofuscar a alta no custo caixa C1, as maiores provisões pela tragédia e a perda de participação de mercado na China. O consenso TC espera lucro líquido de R$8,4 bilhões, EBITDA ajustado de R$22 bilhões e receita líquida de R$39 bilhões. 

 

Segundo o jornal Valor Econômico, o Ministério de Minas e Energia espera a participação de até 11 multinacionais do petróleo leilão de excedentes da cessão onerosa, programado para 6 de novembro e que tem bônus de assinatura estipulado em R$106 bilhões. A CSN atualizou projeções para o ano: vê EBITDA atingindo aproximadamente R$8,5 bilhões no balanço anual, e produção de minério de ferro em 2019 e 2020 em 33 milhões de toneladas. 

 

Além disso, a CSN divulgou resultados acima do consenso, com EBITDA ajustado recorde de R$2,38 bilhões no trimestre. O lucro líquido da companhia foi de R$1,89 bilhões, acima do consenso de R$937 milhões. A Lojas Renner informou lucro líquido de R$235,1 milhões, abaixo do consenso. A Cteep registrou lucro líquido de R$462,7 milhões, acima do consenso. A Smiles teve lucro líquido de R$155,7 milhões, abaixo do consenso. A TIM Brasil aprovou a distribuição de R$368,9 milhões em juros sobre capital próprio.

 

Agenda do dia

 

Indicadores nacionais

08h00 Índice de confiança empresarial mensal (julho) – FGV

09h00 IPP mensal (junho) – IBGE

09h00 IPP anual (junho) – IBGE

09h00 Taxa de desemprego mensal (junho) – IBGE

12h30 Fluxo cambial estrangeiro – BC

18h00 Decisão do Copom sobre a taxa Selic- BC

 

Indicadores internacionais

03h00 Alemanha – Vendas no varejo mensal (junho)

04h55 Alemanha – Taxa de desemprego mensal (julho) 

06h00 UE – IPC anual (julho)

06h00 UE – Núcleo IPC anual (julho)

06h00 UE – PIB anual (2T)

06h00 UE – PIB trimestral (2T)

06h00 UE – Taxa de desemprego mensal (junho)

08h00 EUA – Pedido de hipotecas semanal – MBA

09h15 EUA – Variação de empregos privados ADP mensal (julho)

09h30 EUA – Índice do custo do emprego trimestral (2T)

10h45 EUA – PMI Chicago mensal (julho)

11h30 EUA – Variação de estoques de petróleo

15h00 EUA – Decisão FOMC sobre a taxa Fed Funds – Federal Reserve

21h30 Japão – PMI industrial mensal (julho)

22h45 China – PMI industrial Caixin mensal (julho)

 

DISCLAIMER: Este newsletter não tem o objetivo de promover a venda de títulos e valores mobiliários específicos, e sim, de informar correta e oportunamente a quem o recebe.

 

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