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A semana em foco: IPCA, varejo e serviços no Brasil, BCE e inflação nos EUA

Postado por: TC Mover em 04/09/2020 às 22:03

A agenda desta semana está mais apertada no Brasil pelo Dia da Independência e nos Estados Unidos pelo Dia do Trabalho, ambos feriados na segunda-feira. Apesar de contar com menos dias, a semana terá dados importantes sobre a inflação brasileira, como o IPCA e o IGP-DI, e sobre a atividade, com as vendas no varejo e o volume de serviços. Além disso, saem dados de emprego e o PIB do segundo trimestre da Zona do Euro, que devem ser avaliados na reunião de política monetária do Banco Central Europeu. Nos EUA e na China, saem os números de inflação

Na segunda-feira, o feriado aqui e nos Estados Unidos suspenderá os negócios nos mercados financeiros. Na Europa e na Ásia, as bolsas funcionarão, mas os volumes de negócios devem ser muito menores. Saem também dados da Produção Industrial da Alemanha de julho e a Confiança do Consumidor da Zona do Euro. Na China, à noite, será divulgada a balança comercial de agosto.

A semana começa para valer na terça-feira, com as projeções do mercado financeiro coletadas pelo Banco Central em seu boletim Focus. As estimativas para a economia este ano devem continuar melhorando. A Fundação Getúlio Vargas divulga o IGP-DI de agosto, que pode vir pressionado ainda pelos preços no atacado e pode acelerar de 2,3% para 2,8%. A alta da inflação no atacado é um mau sinal pois indica pressão sobre os preços ao consumidor no futuro.

A Confederação Nacional da Indústria divulga seus Indicadores Industriais de julho. Lá fora, saem dados de emprego na Zona do Euro relativos ao segundo trimestre. Nos EUA, saem dados de confiança do pequeno empresário de agosto e Crédito ao Consumidor de julho. À noite, na China, serão conhecidas as inflações ao produtor, o PPI, e ao consumidor, o CPI, de agosto. O PPI deve indicar queda menor que os 2,4% de julho, para 2,0%, e o CPI, desaceleração de 2,3% para 2,7%.

Na agenda corporativa, está marcada a assembleia de credores da Oi, que está sendo alvo de disputa entre bancos e demais credores.
Quarta-feira o IBGE divulga o IPCA de agosto, usado pelo Banco Central em suas metas de inflação. O índice deve desacelerar dos 0,36% de julho na comparação mensal para perto de 0,20%, acumulando 2,4% em 12 meses. O número poderá mexer com as expectativas para a reunião do Comitê de Política Monetária, o Copom, marcada para os dias 15 e 16. Nos EUA, saem pedidos semanais de hipotecas e dados de criação de empregos.
Nesse dia, os acionistas da incorporadora Tecnisa discutem a proposta de fusão feita pela concorrente Gafisa.
Quinta-feira o destaque será o comportamento das vendas no varejo de julho. O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, deve crescer 3,8% na base mensal, menos que os 12,6% de junho, estima a LCA Consultores, uma desaceleração normal depois da recuperação forte. Na comparação anual, porém, deve haver crescimento de 1,8%, revertendo a queda de 0,9% do mês anterior. Já o varejo restrito, sem veículos e construção, deve cair 0,20% na comparação mensal, depois de subir 8,0% em junho. Na comparação anual, o varejo restrito deve subir 0,40%, perto do 0,50% de junho.
Também na quinta-feira, saem dados da inflação da primeira prévia do IGP-M da FGV, que devem apontar aceleração de 1,46% para 1,85%. No mesmo dia, o Banco Central Europeu faz sua reunião de política monetária. Apesar de a expectativa ser de manutenção dos juros em zero e das recompras de títulos do mercado, os investidores estarão atentos a eventuais medidas para melhorar as perspectivas da economia da Zona do Euro, a exemplo do que fez o Federal Reserve. A atividade do euro segue fraca, convivendo ainda com deflação.
Falando em inflação, nos Estados Unidos, saem os preços ao produtor de agosto, que devem desacelerar de 0,6% para 0,2% na comparação mensal. Já os pedidos de seguro-desemprego semanais podem mexer com os mercados.
Na sexta-feira, no Brasil, o IBGE completa os dados econômicos com os números do setor de serviços. O volume de serviços deve subir 3,30%na comparação mensal, mas cair ainda 9,80% na anual, reflexo do forte impacto da pandemia no setor, que apesar da melhora recente ainda está muito abaixo dos níveis do ano passado. Nos Estados Unidos, saem dados de inflação ao consumidor, com a expectativa de desaceleração em agosto para 0,3%, metade dos 0,6% de julho na base mensal e aceleração de 1,0% para 1,2% na base anual.

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