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Mercados sem direção e decisão do STF devem elevar a cautela na B3; no radar, balanços, comércio

Postado por: TC News em 08/11/2019 às 10:52

Dados de balança comercial da China, na véspera, com quedas menores que as esperadas, marcam o início do dia, enquanto continuam as conversas para acabar a disputa comercial com os Estados Unidos. Mesmo assim, o apetite por risco que permeou os mercados globais nesta semana mostra, na sexta-feira, certa fadiga. Os futuros dos três principais índices acionários americanos apontam para abertura em queda, enquanto o dólar avança ante seus pares. Para membros experientes do TC, um movimento de realização é natural após a recuperação de dias recentes. No Brasil, o noticiário é dominado pela decisão do Supremo Tribunal Federal, na véspera, que proibiu a execução da prisão após condenação em segunda instância. A decisão deve ser má vista pelo mercado. A pergunta que fica é, como reagirá o investidor estrangeiro?
Depois de cinco sessões de julgamento, o STF decidiu, por seis votos a cinco, que não se deve executar uma prisão após condenação em segunda instância. O efeito da decisão é imediato. O resultado prático da decisão implica um retrocesso no entendimento da Corte vigente desde 2009 e que permitiu um avanço no combate à corrupção política. O pior perdedor é o Brasil que apoia a Operação Lava-Jato sobre quaisquer coisas: pelo menos 38 réus investigados no âmbito da investigação devem ser liberados. O advogado especializado em corrupção Modesto Carvalhosa disse que o julgamento de ontem trouxe “festa nos presídios, festa no reino da corrupção” e chamou o povo para as ruas para exigir “justiça de verdade”.
Ontem, o colunista da Bloomberg News na América Latina, Mac Margolis, escreveu uma coluna memorável – recomendamos a leitura. Disse: “O Supremo Tribunal Federal está fora de controle. A economia é prejudicada por juízes que se comportam como celebridades e por um tribunal sobrecarregado que não está na capacidade de tomar decisões duradouras”. Na mosca. Pior ainda, a decisão do Supremo de derrubar a prisão após condenação em segunda instância, como foi colocado no julgamento por um dos ministros derrotados, beneficia Lula e, na esteira do petista, os donos do poder, na política e nos negócios, que o partido do ex-presidente sempre disse combater. A incerteza jurídica voltou – e para valer.

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