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Exterior ameno impulsiona bolsa e mantém dólar em queda; mercado cauteloso com Congresso, STF

Postado por: TC Mover em 06/06/2019 às 13:45

Bolsa, câmbio e juros futuros mostram desempenho favorável na tarde desta quinta-feira na B3, refletindo o clima de maior apetite por risco no exterior, apesar das disputas entre os Estados Unidos e seus maiores parceiros comerciais e a incerteza pela recente piora na relação entre o governo e o Congresso no Brasil.

 

O sentimento mais otimista no exterior refletia a aposta entre os investidores de que os principais bancos centrais manterão uma postura dócil para enfrentar incertezas como a disputa comercial EUA-China e os frequentes sinais de desaceleração econômica nas maiores economias. Mesmo assim, temor de que a política comercial dos EUA tenha se tornado irreversivelmente imprevisível limitava os ganhos nas bolsas e nas divisas.

 

No plano interno, desde ontem lideranças no Congresso sustentam que a estratégia de articulação do presidente Jair Bolsonaro atrapalha a aprovação de pautas importantes para reavivar a economia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o modelo de articulação de Bolsonaro “não está funcionando”, e o presidente da Comissão Especial que estuda a Reforma da Previdência na Câmara, Marcelo Ramos, condicionou a aprovação da pauta no colegiado à obtenção de uma maioria no plenário da Casa. A retomada, nesta tarde, do julgamento sobre a Lei das Estatais pelo Supremo Tribunal Federal deve testar o ânimo do mercado.

 

BOLSA: O Ibovespa avançava 0,5% a 96.450 por volta das 13h25, impulsionado pela notícia do colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim, de que o governo já teria 310 votos favoráveis à reforma. Mesmo assim, as dificuldades de comunicação entre os poderes Executivo e Legislativo devem limitar a alta de vários papéis no pregão de hoje – incluindo ações das estatais. O volume projetado para hoje na bolsa é de R$8,3 bilhões – refletindo a cautela do investidor com a situação política. Os bancos lideram a alta na sessão de hoje, revertendo parte do tombo da véspera causado pelo temor de provisionamentos para cobrir a exposição deles à Odebrecht – que se especula pode entrar com pedido de recuperação judicial. Na ponta das quedas, Suzano ON e JBS ON são os papéis que mais caem – em parte por conta do recuo no dólar.

 

CÂMBIO E JUROS: O câmbio recuava 0,10% ante o real, cotado a R$3,8840 na tarde desta quinta-feira, seguindo o fortalecimento do euro e da libra esterlina ante o dólar americano após o Banco Central Europeu sinalizar que manterá os juros em 0% para ajudar a estabilizar a economia e trazer a baixa inflação de volta para a meta. A aprovação do projeto de lei que atualiza o Marco Legal do Saneamento deu um gás na confiança, levando tesourarias de bancos e empresas a embolsar ganhos recentes com o dólar, disse um trader. Nos juros, os contratos do DI nos vencimentos curtos, médios e longos enxugavam prêmio, refletindo a confiança do investidor quanto às negociações para manter Estados e municípios dentro da Nova Previdência – o que potencializaria a economia fiscal do plano. O DI para janeiro de 2025 recuava 6 pontos-base para 7,88%.

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