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UBS eleva aposta em bancos brasileiros por menor risco

Postado por: TC Mover em 25/02/2019 às 13:54

O maior apetite por risco dos investidores, reduzindo o custo de capital, e as projeções para o crescimento do crédito neste ano fundamentam a expectativa do UBS de desempenho acima da média para as ações de bancos brasileiros, sugerindo que o setor ainda tem espaço para andar na B3, na esteira das iniciativas pró-mercado do novo governo.

 

Passada a safra de balanços do quarto trimestre e a divulgação dos guidances, os analistas do banco suíço revisaram as estimativas para as grandes instituições financeiras listadas na bolsa, ajustando para cima os preços-alvo das ações em 20%, em média, sob um contexto de menor custo de captação de recursos para emprestar e lucrar.

 

Conforme o relatório assinado pelo estrategista Philip Finch, Banco do Brasil é a Top Pick, com recomendação de compra, e preço-alvo de R$68, ante R$55, anteriormente. Itaú Unibanco também tem recomendação de compra, com preço-alvo aumentando de R$39,35 para R$43,10. Já o Bradesco recebe sugestão neutra, com novo preço-alvo de R$50, contra R$39. O Santander é o último da lista, com exposição de venda, e preço-alvo da Unit ajustado de R$35 para R$42.

 

O desenrolar da reforma da Previdência, enviada na semana passada ao Congresso pelo governo Jair Bolsonaro, além de privatizações e demais reformas estruturais favorecem o setor financeiro, que é sensível à percepção de risco do mercado sobre o País e a economia e seu efeito no custo do dinheiro no mercado. No momento atual, isso coincide com uma perspectiva de um novo ciclo de expansão do crédito, com a recuperação do PIB.

 

“Acreditamos que os bancos brasileiros entraram agora em um ciclo de crédito de muitos anos, com potencial positivo para margens (mudança do mix de empréstimos), racionalização de agências e reversão do excesso de provisões”, escreve a equipe do UBS.

 

O UBS concluiu, a partir de estudo de tendências, que o apetite para novos empréstimos deve acelerar em sintonia com a retomada da economia. De acordo com levantamento junto a consumidores, 33% consideram contratar um financiamento para comprar um carro novo, número um pouco acima dos 27% que, atualmente, pagam um financiamento de carro.

 

(Foto: Banco do Brasil/ Divulgação)

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