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Tensão no câmbio deve marcar pregão na véspera de feriado nos EUA; PIB americano, crédito e política no radar

Postado por: TC Mover em 27/11/2019 às 10:25

Trinta e seis horas depois das declarações do ministro da Economia Paulo Guedes, que desencadearam forte demanda por dólares por ter sancionado a alta na cotação do dólar, o investidor continua na expectativa de como o Banco Central irá agir no mercado de câmbio. Hoje, a mesa do BC estará bastante ocupada no horário da manhã: leilão conjugado, leilão de swap tradicional e oferta de títulos em operações compromissadas, das 09h30 até às 12h30. Isso também acontece em dia de reunião do Conselho Monetário Nacional, o principal órgão de política econômica do país, cujos membros são Guedes e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Hoje será dia do investidor testar se as palavras de Campos Neto da véspera são para valer: “Se a gente entender amanhã que o câmbio está disfuncional, faremos nova intervenção”. A conferir. Entre os destaques, teremos dados de crédito bancário em outubro, a segunda previa de crescimento do PIB, gastos pessoais, dados de seguro-desemprego e Livro Bege do Federal Reserve nos Estados Unidos e a repercussão dos dados de lucros industriais na China desta madrugada.

 

Ontem o BC agiu em conformidade com a tese de muitos investidores e quis apagar o incêndio, vendendo dólares à vista sem conjugação com swaps cambiais reversos. O movimento, porém, foi visto como tímido por grande parte dos especialistas: alguns economistas e traders calculam que o BC possa ter irrigado o mercado com pouco menos de US$1 bilhão nas intervenções de ontem. De qualquer forma, ficou mais difícil para o investidor operar nesse mercado e é claro que o preço atual do dólar está fora de contexto. Agora a preocupação que ronda as mesas é qual será o impacto nas expectativas inflacionárias para 2020. Hoje, o BC, com Campos Neto e com o diretor de política monetária Bruno Serra no comando, deve ter um dia bem ocupado: das 9h30 às 9h35, a autarquia realiza leilão de venda à vista de dólares, no montante de até US$785 milhões, conjugado com 15 mil contratos de swap reversos ofertados. Por volta das 11h30, o BC faz leilão de swap cambial tradicional em montante equivalente ao que não for vendido no leilão conjugado. E, por volta do meio-dia, o BC fará oferta de até R$3 bilhões em títulos públicos em operação compromissada a três meses. Todas as operações visam a preservar a liquidez no mercado cambial e interbancário.

 

Segundo o Valor Econômico, a Marfrig prepara oferta subsequente de ações com intuito de levantar cerca de R$2 bilhões; os recursos irão para o caixa da companhia e para comprar a parte que o BNDES tem na companhia. A Aliansce Sonae também aprovou oferta primária com esforços restritos de 20,5 milhões de ações ON. A Yduqs, após a aquisição da Adtalem, antecipou o plano de atingir um EBITDA de R$2 bilhões em pelo menos um ano, de acordo com o Valor, que citou o presidente da companhia, Eduardo Parente. Magazine Luiza assinou uma parceria com a Linx para integrar seu marketplace ao sistema Omnichannel. Após o tremor em Minas Gerais, a Agência Nacional de Mineração fez vistorias e disse que não há sinais de anomalias nas barragens da Vale e da CSN. Já a Vale deve fazer baixa contábil de ativos de metais básicos e de carvão no total de US$3,2 bilhões de dólares no quarto trimestre. O economista Carlos Kawall deixou ontem o cargo de economista-chefe do Banco Safra, após nove anos, para acompanhar Alberto Safra em um novo projeto, disseram fontes à TC Mover.

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