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Temor com guerra comercial se estende com sinais mistos e ativos de risco recuam; no radar, ata do BCE, Caged

Postado por: TC Mover em 21/11/2019 às 10:06

Um dia após o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, dizer que o importante para a autarquia é como o canal de inflação é afetado com a alta do dólar, o foco do investidor no pregão desta quinta-feira volta a ser o câmbio. Campos Neto deixou claro que, em situações de forte pressão na moeda, o BC agirá por meio dos juros básicos, e não por intervenções cambiais. Assim, espere algum ajuste nos DIs e alerta máximo com a ação do BC via leilões conjugados e de swap tradicional. Enquanto isso, o sentimento deve continuar pesado com o fluxo de manchetes positivas e negativas sobre a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China: o viés mais sombrio do noticiário empurra as bolsas e deprime as cotações dos ativos do risco – commodities, bolsas de países emergentes, ações nos países ricos. O mercado deve reagir à ata do Federal Reserve de ontem, que deixou um tanto indefinido o cenário para os juros na maior economia do mundo.

 

As bolsas na Europa e os futuros dos índices acionários americanos recuavam hoje mais cedo, possivelmente por conta de uma leitura distorcida dos desdobramentos da disputa EUA-China. É possível que o presidente americano Donald Trump assine hoje uma lei que apoie os protestos pró-democracia em Hong Kong, e o mercado teme que a situação ponha em risco a assinatura da Fase I do acordo comercial. No entanto, os problemas em torno ao acordo são mais profundos: os EUA dificilmente acenarão para uma trégua, a menos que a China se comprometa a proteger a propriedade intelectual americana, mitigue ou acabe com as transferências forçadas de tecnologia e eleve as compras de produtos agrícolas. Perto das 08h00, os futuros dos índices Dow Jones e S&P500 estavam próximos de zerar a queda, com a notícia do The Wall Street Journal de que a delegação chinesa teria convidado sua contraparte americana a viajar a Pequim para mais conversas.

 

O Itaú BBA retirou da carteira “Brazil buy list a Vale ON, por conta do mau desempenho recente do papel, e a Petrobrás PN, por conta do bom – um convite ao investidor a embolsar ganhos, e adicionou Ambev ON e Lojas Renner ON à lista. Segundo análise do banco, as duas novas empresas do catálogo serão beneficiadas pela retomada do crescimento do mercado doméstico.  Matéria do Valor Econômico cita que o Programa Verde Amarelo ajudará as estatais a reduzir suas dívidas trabalhistas por conta do reajuste dos débitos do IPCA-E, que diminuirão consideravelmente. Segundo o jornal, a Petrobras será a mais afetada, deixando de gastar R$79 bilhões com dívidas em cinco anos para gastar R$54,9 bilhões. A Eletrobrás vem na sequência, diminuindo seus gastos de R$14,7 bilhões para R$10,2 bilhões.

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