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Spread bancário tem maior queda em 16 meses; crédito tem segundo mês seguido de alta

Postado por: TC Mover em 25/10/2019 às 12:17

O custo médio dos empréstimos livres para consumidores e empresas teve a maior queda em oito meses em setembro, refletindo a maior concorrência em meio a um dos processos mais agressivos de cortes na taxa básica de juros nas últimas décadas.

 

De acordo com o relatório de crédito mensal do Banco Central, o saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional totalizou R$3,361 trilhões em setembro, alta de 1% no mês, impulsionado pelo aumento nos empréstimos das pessoas físicas e jurídicas. Nos últimos 12 meses, o crédito aumentou 5,8%, mostrando aceleração em relação a agosto, por conta da expansão de 11,3% na carteira das famílias, que compensou a queda de 0,9% no crédito às empresas. As operações livres, que excluem crédito subsidiado e dirigido, cresceram 1,7% a R$1,897 trilhão no mês passado.

 

O spread, como é conhecido o custo dos empréstimos, recuou para 30,8 pontos percentuais, o menor patamar desde janeiro. O indicador, medido pela diferença entre as taxas de empréstimo e as de captação de recursos dos bancos, caiu 0,8 ponto – a maior queda desde maio do ano passado, disse o BC. As taxas médias de juros estavam, em setembro, no menor patamar deste ano. A inadimplência atingiu 3,9% da carteira em setembro, estável na base mensal e em linha com a média do ano.

 

Os dados de crédito sugerem um cenário benigno para bancos comerciais, como Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil, que têm aumentado a oferta de produtos e tipos de empréstimos na esteira de uma retomada lenta na economia e o emprego. As ações do BB, Bradesco e Santander avançam na abertura dos negocias na B3, com altas de 0,36%, 0,34% e 0,28%, respectivamente, por volta das 10h05. (GPB)

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