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Round up corporativo – 25 de outubro

Postado por: TC Mover em 25/10/2019 às 10:17

A Vale reportou lucro líquido abaixo do consenso no trimestre, mas as tendências de queda no custo unitário de extração do minério, um mix mais favorável e a geração de lucro operacional recorde para o período sugerem que a empresa está superando os efeitos do pior acidente da sua história. Na nossa avaliação, uma série de indicadores operacionais apontam para uma Vale mais produtiva, mais eficiente e mais segura: o custo caixa C1 de finos de minério de ferro caiu para US$15,3 a tonelada no trimestre, por conta da diluição de maiores volumes. O preço CFR/FOB realizado totalizou US$89,2 por tonelada, bem acima dos US$67 de um ano atrás, mesmo com a elevada volatilidade dos preços no trimestre e a menor curva de preços futura.

 

O maior peso dos finos de 65% de pureza no mix de vendas garantirá melhores receitas para a Vale no futuro, disseram traders. E o fluxo de caixa operacional do terceiro trimestre ultrapassou a soma do total de primeiro semestre. O balanço da Vale foi visto com otimismo pelos analistas: o Itaú BBA viu os resultados como um prenúncio da volta de pagamento de dividendos e aposta que no próximo trimestre a empresa deve ter maior economia de custo. Para o Credit Suisse, a Vale está virando a página quanto a Brumadinho. Vamos aos números de ambas as companhias: a Petrobras teve lucro líquido de R$9,087 bilhões e a Vale, de R$6,54 bilhões.

 

A Lojas Renner também divulgou seus números ontem: o lucro líquido foi de R$189,3 milhões, menor do que o consenso de R$206 milhões. A Fleury informou lucro líquido de R$94,8 milhões, pouco menor do que o consenso de R$95 milhões. No começo desta manhã, a AB Inbev divulgou lucro líquido de US$1,22 por ação, em linha com o consenso. A Ambev divulgou lucro líquido de R$2,604 bilhões, batendo o consenso de R$2,49 bilhões, porém 11,6% menor do que no último trimestre. A receita líquida e o EBITDA, entretanto, frustraram as expectativas: R$11,96 bilhões ante o esperado de R$12,51 bilhões; e R$4,41 bilhões ante R$4,83 bilhões, respectivamente.

 

A Usiminas teve prejuízo líquido de R$139 milhões no terceiro trimestre, surpreendendo o mercado, que esperava lucro de R$40 milhões. O EBITDA ajustado ficou em R$441 milhões, quase em linha com o consenso de R$448 milhões; a receita líquida foi de R$3,85 bilhões, abaixo da projeção do R$3,81 bilhões. Os investimentos da produtora de aços planos atingiram R$140 milhões, alta de 55% na base anual. Hoje, no âmbito corporativo nacional, temos ainda os resultados da Hypera depois do fechamento. Lá fora, a Verizon divulga resultado antes da abertura do mercado. As teleconferências das companhias nacionais que divulgaram resultados ontem acontecem hoje entre o começo da manhã e o início da tarde.

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