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Rali de minério terá pernas curtas, diz UBS; recomenda vender ação da CSN

Postado por: TC Mover em 28/03/2019 às 12:33

Após alta de 77% no ano, as ações da CSN já embutem melhor perspectiva para redução do endividamento e devem ficar mais sensíveis às flutuações no preço do minério de ferro, fato que reforça a recomendação de venda no papel, diz UBS nesta quinta-feira.

 

A equipe liderada pelo analista Andreas Bokkenheuser entende que a forte disparada na cotação do minério já ficou para trás, prevendo a cotação em US$83 a tonelada neste ano, 12% acima da projeção anterior. Com isso, ajustou o preço-alvo para a ação da CSN de R$8,30 para R$12,00, refletindo uma maior geração de caixa operacional.

 

Porém, ele afirma que os desafios à indústria – fraca demanda por aço no mercado interno e risco de redução de tarifas de importação por parte do governo ao longo dos próximos anos – devem persistir, o que justifica a recomendação de venda no papel. “As interrupções no fornecimento de minério de ferro são de natureza temporária. Com a oferta … provavelmente se normalizando até 2020, juntamente com uma demanda de aço na China mais fraca e uma oferta crescente de sucata, avaliamos que o risco para o preço do minério de ferro é para baixo”, disse em relatório do UBS a clientes.

 

A ação da CSN subia mais 4,6% em pregão de recuperação da bolsa brasileira, com o índice Bovespa voltando aos 93 mil pontos diante de sinais de alívio na crise política que atinge o governo do presidente Jair Bolsonaro. O impacto causado pelo colapso de uma barragem em uma mina da Vale, maior produtora do mineral no mundo, elevaram os preços do minério nos últimos dois meses.

 

(Foto: CSN/Divulgação)

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