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Petróleo, câmbio levam Gol a cortar projeções de lucro; demanda faz frota crescer

Postado por: TC Mover em 30/04/2019 às 10:21

Gol Linhas Aéreas, a maior companhia aérea listada do Brasil, ajustou suas projeções financeiras para 2019 e 2020 com o objetivo de refletir a recente alta nos preços do petróleo, a desvalorização do real ante o dólar e o cenário para a demanda doméstica por voos.

 

Em fato relevante nesta terça-feira, a Gol cortou a projeção de lucro para esse ano do intervalo entre R$2,40 e R$2,80 por ação para R$1,20-R$ 1,60. Já para 2020, a projeção foi para um intervalo de R$1,80-R$2,30 por ação, ante os R$2,80 a R$3,30 por ação previstos anteriormente. A companhia divulgou prejuízo de R$32 milhões no primeiro trimestre, pior do que o consenso esperava, que era lucro de R$240 milhões.

 

Cerca de 62% do consumo de combustível da Gol para o ano está coberto por contratos de hedge a custo médio de US$60. A Gol espera que a frota total passe de entre 122 e 125 aviões para 124 a 127 aviões neste ano, e que a métrica para assentos disponíveis por quilômetro nos voos domésticos, conhecida como ASK, suba para algo entre 3% a 4%. O custo operacional medido por assento-quilômetro oferecido, ou Cask excluindo os gastos com combustível, passou de R$0,13 para R$0,14.

 

As revisões refletem o impacto que a volatilidade nos preços do petróleo e do câmbio no Brasil tem na estrutura de custos das companhias aéreas – dificultando seu gerenciamento financeiro. Para economistas, o mais provável é que o câmbio não caia muito, mesmo se a reforma da Previdência for aprovada; no caso do petróleo, o acirramento dos conflitos geopolíticos em alguns países produtores, como Nigéria, Venezuela e Líbia, assim como a piora nas relações entres os Estados Unidos e o Irã, devem, entre outros, manter a oferta da commodity pressionada no médio prazo.

 

A meta de investimentos para 2019 e 2020 foi elevada de R$650 milhões para R$700 milhões, e de R$600 milhões para R$650 milhões, respectivamente. A ação da Gol acumula queda de 8,4% no ano.

 

(Foto: aeronave da Gol/Divulgação).

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