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Petrobras PN atinge maior patamar desde meados de 2008, após Cessão Onerosa ratificar ressarcimento

Postado por: TC Mover em 01/11/2019 às 16:03

A ação PN da Petrobras atingiu o patamar dos R$31,19 nesta manhã, nível que não atingia desde meados de 2008, quando começou a vazar a informação de que a estatal faria a maior oferta subsequente de ações da história global, na esteira do acordo de Cessão Onerosa com o governo. Onze anos depois, a Petrobras confirmou que receberá uma indenização por conta desse acordo – que quase a deixou na beira da insolvência quatro anos atrás.

 

À época, a empresa se capitalizou para ter capacidade de explorar o pré-sal, descoberto dois anos antes. Agora, o que impulsiona as ações é seu plano de reestruturação e a expectativa pelo leilão dos excedentes da Cessão Onerosa, que deve acontecer na próxima quarta-feira. Às 11h30, Petrobras PN subia 2,67%, a R$31,19; no ano, avança 39%. O papel ON subia 2,23%, a R$33,43; no ano, tem alta de 32,85%.

 

A estatal é hoje uma empresa completamente diferente de uma década atrás: passou a investir em um plano de reestruturação, com foco em desinvestimentos especialmente de ativos não relacionados à exploração de petróleo – um exemplo foi a venda do controle da BR Distribuidora em julho – e redução da sua dívida. Segundo o analista Pedro Galdi, da Mirae Asset, são esses principalmente esses fundamentos que têm impulsionado a alta recente dos papéis. “A companhia vai vender toda essa parte de exploração de petróleo que é mais cara, vai focar onde o custo de extração é baixo”, diz Galdi.

 

O avanço das ações reflete também a expectativa pelo leilão dos excedentes da Cessão Onerosa, programado para a próxima quarta-feira: a União deve receber R$106 bilhões, sendo R$34,1 bilhões para a Petrobras. Embora duas companhias importantes tenham ficado de fora – a BP e a Total -, Galdi diz que a demanda será forte: há 12 empresas inscritas para participar. A própria Petrobras exerceu direito de preferência sobre ao menos dois campos do leilão. Segundo disse a jornalistas na semana passada o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Décio Odone, a demanda da petroleira brasileira já “garante o sucesso do leilão”, destacando que esses dois campos equivalem a cerca de 70% do total a ser oferecido.

 

Para relembrar: em 2010, o governo cedeu à estatal o direito de produzir 5 bilhões de barris de petróleo em áreas do pré-sal em troca de novas ações emitidas pela companhia – a chamada Cessão Onerosa. Só que posteriormente foram descobertas novas reservas – são justamente esses excedentes que serão leiloados na semana que vem.

 

(Foto: Petrobras – Divulgação)

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