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Petrobras cai com CEO priorizando dívida e produção em vez de dividendos

Postado por: TC Mover em 28/02/2019 às 14:42

As ações da Petrobras mergulham em forte queda nesta quinta-feira após o presidente da estatal petrolífera, Roberto Castello Branco, dizer que o possível dinheiro do acordo da cessão onerosa não será usado para reduzir dívidas, e que mesmo assim pretende pagar dividendos mínimos aos acionistas enquanto a companhia busca melhorar sua saúde financeira.

 

Após um início de pregão positivo, na esteira da divulgação na véspera do primeiro lucro líquido anual em cinco anos, as ações da Petrobras reagiram negativamente às declarações, com a PN caindo 1,18%, por volta de 14h10, enquanto a ON – na qual os investidores estrangeiros concentram maior posição – perdia 3,41%, o maior tombo desde meados de dezembro. No mesmo instante, o Ibovespa recuava 2,04% a 95.609 pontos.

 

“Uma empresa endividada como a Petrobras deveria pagar menos dividendos e trabalhar muito mais para criar valor para o acionista, mas somos obrigados pela lei a pagar o dividendo mínimo e permaneceremos assim até que nos julguemos com saúde financeira suficiente para então remunerar nossos acionistas no curto prazo”, disse Castello Branco em teleconferência com jornalistas sobre os resultados, de acordo com agências de notícias.

 

Simultaneamente ao foco em diminuir o endividamento, Castello Branco parece inclinado a aprimorar a alocação de recursos na operação para, efetivamente, cumprir as metas de produção de petróleo após anos de descaso. Em paralelo, transmite aos investidores a ideia de que o acordo da cessão onerosa deixa de ser um catalisador relevante às ações, colocando de volta à tona a expectativa pela venda de ativos, sobretudo a da TAG.

 

A Petrobras teve em 2018 seu primeiro lucro líquido anual em cinco anos e bateu todas as suas metas financeiras em reflexo do êxito da última administração em tirar a estatal da pior crise da sua história. A empresa lucrou R$2,1 bilhões no quarto trimestre, número bem abaixo do consenso por eventos não recorrentes, mas a receita liquida de R$92,72 bilhões e o EBITDA – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – de R$29,2 bilhões bateram as projeções dos analistas.

 

(Foto: Petrobras/Divulgação)

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