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Penúltima sexta-feira do ano celebra otimismo com acordo comercial, empregos recorde; no radar, IPCA-15, Brexit

Postado por: TC Mover em 20/12/2019 às 9:20

A última sexta-feira antes do início das festas de fim de ano começa em tom morno ao redor do mundo, com investidores ainda celebrando o avanço da primeira fase do acordo comercial entre os Estados Unidos e a China e acompanhando os recordes históricos das bolsas americanas, que ontem fecharam em leve alta. A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou o novo acordo comercial EUA-México-Canadá, batizado de USMCA, que deixa praticamente inalterado o fluxo comercial US$1,2 trilhão por ano entre os três países. Na Europa, o PIB britânico, pouco acima do esperado, ajuda a manter a libra esterlina no maior patamar do último mês frente ao dólar americano, junto às notícias de que o primeiro-ministro, Boris Johnson, deve manter as negociações sobre o Brexit no Parlamento, que começam hoje, durante o recesso de Natal. Nos mercados emergentes, o clima de férias ajuda a mitigar a volatilidade, com moedas como a lira turca e o rand sul-africano subindo pouco frente ao dólar.

 

No plano local, a bolsa deve continuar a trajetória de ganhos, acima dos 115.000 pontos de ontem, após dados do mercado de trabalho medidos pelo Caged atingirem quase o dobro do consenso. Os investidores ficam de olho hoje nos dados do IPCA-15, que podem confirmar o tom de cautela do Banco Central com a trajetória da inflação antes da próxima decisão de juros. As declarações do presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicando que a atividade está se recuperando, tiveram maior impacto no mercado de juros futuros, que passou a duvidar de que haverá espaço para um novo corte da Selic em fevereiro, mesmo que pequeno, de 0,25 ponto. Os juros projetados pelo contrato para janeiro de 2021, que dão a estimativa para a Selic no ano que vem, subiram 6 pontos base, para 4,66%, um indicador que o mercado trabalha até com algum aumento dos juros ao longo de 2020. Hoje, os dados do IPCA-15 para o mês de dezembro podem corroborar o tom de cautela do banco com a trajetória da inflação neste final de ano.

 

A Tupy adquiriu a Tekside, fabricante italiana de peças de ferro fundido que pertencia anteriormente ao grupo Fiat, por R$1 bilhão. Com a aquisição, segundo o Valor Econômico, a companhia brasileira, controlada pelo BNDES e pelo fundo de pensão Previ, vai deter 10% das vendas mundiais do setor. A Tim e a Telefônica, segundo o Valor Econômico, fecharam parceria para o compartilhamento de infraestrutura de rede móvel, que prevê uma rede única de 2G onde as companhias já estão presentes, desativando estruturas sobrepostas, e a criação de redes 3G e 4G onde apenas uma das empresas oferece serviço, reduzindo custos. A Embraer e a Força Aérea Brasileira assinaram ontem um acordo que viabiliza o estudo de uma nova aeronave leve para transporte militar, focado em atender atividades operacionais da FAB.

 

(Por: Ana Carolina Siedschlag e Vitor Azevedo, com colaboração de Angelo Pavini || Foto: Palácio do Planalto – Isac Nóbrega)

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