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JGP aposta em fusão Oi-TIM Brasil, vê nova empresa comparável à Vivo

Postado por: TC Mover em 12/04/2019 às 12:38

Uma eventual fusão entre a Oi e a TIM Brasil criaria quase R$50 bilhões de valor para os acionistas de ambas as operadores de telefonia, criando uma empresa tão ou mais competitiva quanto a Telefônica Brasil/Vivo e a Claro no médio e longo prazo, enquanto o setor encara investimentos significativos para implementar a tecnologia 5G, diz a gestora JGP em carta a seus cotistas.

 

Para a JGP, a nova empresa resultante da fusão seria bastante comparável à Vivo, a maior operadora do país, teria mais clientes e mais espectro, representando para ela “uma grande vantagem competitiva estrutural.” Isso não tira do cenário a necessidade de a nova companhia investir por alguns anos para se posicionar, como a Vivo, no mercado high end, disse.

 

No modelo criado pelos analistas da gestora carioca, a JGP assume que 5% dos custos e despesas das empresas seriam cortados, o equivalente a 8% dos custos e despesas da Oi – uma estimativa conservadora. Já as sinergias com capex, ou investimentos, seriam pequenas, na casa de R$500 milhões por ano, pela necessidade de a Oi investir pesadamente em fibra ótica no segmento residencial. Os ganhos fiscais seriam “enormes”, disseram, já que a Oi tem prejuízos acumulados, representando créditos da ordem de R$20 bilhões; uma incorporação da TIM Brasil também traria relevantes benefícios de ágio, disse.

 

“Afirmar tal coisa com segurança pode parecer pretencioso e viesado, mas o argumento que nos faz acreditar que sim é muito simples”, disse a carta da gestora fundada pelo legendário investidor André Jakurski. “Separadas, os caminhos de ambas são bem mais arriscados.”

 

Analistas de bancos como o BTG Pactual apostam que os fundos de crédito que tomaram controle da Oi em meses recentes, em meio a um longo processo de recuperação judicial, querem sair de ativos não essenciais e focar seus esforços em melhorar o desempenho das operações de telefonia celular a banda larga da companhia. Uma eventual fusão da companhia com uma rival é vista como necessária, dado o atraso da operadora em tecnologia, cobertura e produtos perante a Vivo, a Claro e a própria TIM Brasil.

 

A ação ON da Oi disparava 2,4% a R$1,70 às 11h55, a mesma alta que o papel preferencial, ou PN, da operadora. Os dois acumulam ganhos de 35% e 34% respectivamente no ano. Já a TIM Brasil recuava 0,97%. Vivo subia 0,51%.

 

O relatório da JGP não incluiu os ganhos potenciais com a aprovação da nova Lei das Telecomunicações, de até R$600 milhões anuais para a Oi e a monetização da participação da Oi na angolana Unitel, de US$2 bilhões entre dividendos retidos, valor da empresa e disputas de arbitragem. Por outro lado, “não marcamos a mercado a evolução do valor presente da dívida da mesma, que cresce a uma taxa de cerca de R$2,5 bilhões ao ano, nos próximos anos,” destaca a carta.

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