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Itaú BBA vê oportunidade em desempenho fraco do setor de saneamento

Postado por: TC Mover em 13/02/2019 às 13:13

O fraco desempenho de empresas de água e saneamento nas últimas semanas na B3 não deriva de mudanças de fundamentos, mas de um ajuste no otimismo do mercado sobre o timing de aprovação do novo marco regulatório do setor, o que abre uma oportunidade de compra das ações, avaliam os analistas do Itaú BBA.

 

“Continuamos otimistas em relação a uma nova agenda regulatória, mas acreditamos que ela pode demorar mais do que o mercado espera – não descartamos o segundo semestre de 2019 ou o início de 2020” diz relatório assinado pelo analista Pedro Manfredini. “Esperamos que o investimento em Copasa, Sabesp e Sanepar seja gradualmente compensado nos próximos dois anos.”

 

Segundo o Valor Econômico, o governo federal planeja enviar um projeto substitutivo à MP 868, editada no fim do governo Michel Temer, que elabora o novo marco regulatório do setor de saneamento. O motivo: há mais de 470 propostas de alteração. Há grande expectativa de que o novo arcabouço abra espaço para privatizações, como na Sabesp. No entanto, dentro do governo do Estado de São Paulo há discordâncias sobre realizar uma privatização ou uma capitalização por meio de uma holding, atraindo investidores.

 

A equipe do Itaú BBA reconhece que a estrutura de holding pode trazer benefícios à Sabesp e parece ser o caminho viável no momento por razões políticas. A preferência da casa entre os três nomes do setor é por Copasa, seguida por Sabesp e Sanepar. “Se esse novo marco regulatório for estabelecido, há a opção da privatização. Nesse cenário, acreditamos que a Copasa é a candidata mais provável.”

 

Do ponto de vista setorial, os analistas veem o patamar atual das ações como atrativo, notando uma taxa interna de retorno, ou IRR, na sigla em inglês, de 11,5%, ante 8% do setor elétrico.

 

(Foto: Copasa/Divulgação)

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