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Investidor gosta de métricas e Suzano tem maior alta em três semanas, apesar de prejuízo

Postado por: TC Mover em 01/11/2019 às 15:58

Suzano registrou a maior alta em quase dois meses nesta sexta-feira, refletindo aposta entre analistas e gestores de que o ciclo de alta estocagem e baixos preços de celulose pode ter acabado no terceiro trimestre – quando a maior produtora de celulose de eucalipto do mundo apresentou prejuízo pior do que o esperado.

 

Para um gestor sediado no Rio de Janeiro, a decisão da suspender a divulgação de diretrizes operacionais, ou guidance, de produção de celulose, anunciada ontem com o balanço trimestral, “foi acertada”. A desestocagem agressiva no trimestre age como sinal alentador para os próximos meses, com analistas do BTG Pactual dizendo que a queda de estoques de 450 mil toneladas no trimestre ultrapassou as expectativas mais otimistas. O papel disparava 5,7% a R$34,48, maior patamar desde 23 de outubro. O papel cai 8,4% no ano.

 

No trimestre passado, a companhia registrou perda de R$3,46 bilhões, frustrando a expectativa de um prejuízo menor, R$2,36 bilhões. O resultado refletiu a queda de preços e de volumes de celulose no mercado internacional, e o impacto da alta do dólar. A Suzano registrou EBITDA ajustado de R$2,41 bilhões, abaixo do consenso de R$2,61 bilhões. O resultado financeiro mostrou déficit de R$6,5 bilhões, por conta da desvalorização cambial sobre a dívida em moeda estrangeira. A alavancagem aumentou para 4,7 vezes o EBITDA, porém impulsionada pela situação do câmbio.

 

No entanto, o rumo altista da geração de fluxo de caixa aponta para uma reversão dessa tendência na dívida, dizem analistas. Caio Ribeiro, analista do Credit Suisse, afirma que a combinação da desestocagem com a da geração de caixa gera “reação positiva dos investidores”.

 

(Foto: Suzano – Divulgação)

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