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Guidance, despesas menores elucidam estratégia do Itaú para o ano; lucro bate consenso 

Postado por: TC Mover em 03/05/2019 às 10:32

O peso da concorrência nos serviços, uma retomada econômica mais lenta e a crescente pressão por entregar retornos superiores a cada trimestre estão por trás da guinada estratégica do Itaú Unibanco para 2019, de acordo com o que sugerem os resultados do primeiro trimestre.

 

Na noite de ontem, o maior banco da América Latina reportou lucro líquido acima do consenso, refletindo o esforço para acelerar o crescimento da carteira e cortar custos. O lucro líquido recorrente foi de R$6,87 bilhões, alta de 7,13% na base anual e acima do consenso de R$6,86 bilhões. No entanto, as menores receitas de tesouraria e o aumento da folha de pagamentos devido ao acordo coletivo de trabalho limitaram a alta no lucro. Mesmo assim, o Itaú entregou retorno recorrente sobre o patrimônio líquido, ou ROE, de 23,6%, bem acima do consenso de 22,2%.

 

A estratégia comercial mais agressiva na adquirência, o crescimento esperado da economia brasileira mais lento e a busca por maior eficiência forçaram o Itaú a cortar suas metas operacionais para o crescimento da margem financeira com clientes, a receita de prestação de serviços e as despesas não decorrentes de juros para 2019.

 

Em relação a esse último ponto, analistas do BTG Pactual acham que “o esforço de redução do guidance quanto aos custos mostra um senso de urgência positivo”. Com uma economia que ainda patina para sair de cinco anos de crise e sem definição quanto à aprovação do pacote de ajuste fiscal, empresas cobradas por entregar melhores balanços e mais lucros, como o Itaú, precisam se tornar mais eficientes.

 

(Foto: Itaú/Divulgação)

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