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Em meio à pandemia, Exame lança área de pesquisa, vê bolsa barata e aconselha ‘conservadorismo’

Postado por: TC Mover em 20/03/2020 às 12:04

Por: Guillermo Parra-Bernal, editor sênior, TC Mover

 

O grupo Exame, a editora de conteúdo financeiro recentemente adquirida pelo banco BTG Pactual, lançou nesta semana sua área de pesquisa independente com o objetivo de ajudar pessoas físicas a se orientarem em um momento crítico, marcado pela incerteza e por oportunidades de investimento decorrentes da queda dos mercados com a pandemia do coronavírus.

 

De acordo com Renato Mimica, o experiente analista e sócio do BTG Pactual que, como estrategista-chefe, agora comanda a Exame Research, o projeto visa a oferecer “uma perspectiva do que achamos serem as melhores oportunidades, seja para pessoas físicas, private offices ou agentes autônomos” em um mercado cada vez mais volátil e complexo de ler. Para ele, além da tragédia humanitária, o coronavírus deve gerar impacto intenso na economia e no crédito global nos próximos meses. Apesar da queda abrupta das semanas recentes ter deixado a bolsa brasileira barata e o preço de muitos ativos abaixo do seu valor justo, o momento demanda elevar “a dose de conservadorismo”, disse.

 

Renato Mimica, estrategista-chefe da Exame Research – Foto: LinkedIn

 

Em conversa com a TC Mover na noite desta quinta-feira, Mimica, egresso da Fundação Getúlio Vargas e da Harvard Business School e com mais de 15 anos de experiência na área de pesquisa de ações, disse que “o ponto de entrada na bolsa está bom. Quem estiver disposto a tomar mais risco, pode ir entrando de forma gradual em ativos descontados”. No primeiro relatório da casa, “Proteja-se da Volatilidade, Mas Use-a a Seu Favor”, distribuído ontem, a equipe que ele comanda espera que as notícias ruins sobre o alastramento da doença persistam no curto prazo, o que deve se traduzir em “volatilidade contínua”.

 

“No curto prazo, sugerimos uma postura mais defensiva, especialmente para aqueles que possam precisar de dinheiro nos próximos meses e não possam lidar com perda de capital”, disse o relatório. Já o investidor que está disposto a tomar mais risco e esteja tranquilo quanto a potenciais perdas, deveria comprar aos poucos. “É possível usar a volatilidade de curto prazo ao seu favor, comprando em dias de maior pânico, quando as distorções maiores acontecem”, aponta. Mimica e sua equipe insistem ao longo do relatório na máxima de que o investidor que aproveita o estresse de mercado para adquirir ativos baratos é aquele que aumenta mais seu patrimônio no longo prazo.

 

 

Entre as estratégias mais acertadas para o investidor seguir ao longo da crise do coronavírus, ele recomenda manter a reserva de emergência intacta, procurar uma diversificação inteligente da carteira, ou seja, onde não haja sobreposição de ativos, e estar atento para pontos de inflexão. Nesse sentido, as posições em renda fixa atreladas à inflação parecem as mais coerentes, assim como aquelas em fundos cambiais e long & short, e em ações que estejam baratas ou que paguem bons dividendos – como BR Properties, Banco do Brasil, Vale e Taesa, entre outras. Mimica disse que a equipe de analistas da Exame Research, que inclui o experiente trader Bruno Lima e o analista Odilon Costa, deve aumentar, mas não quis entrar em detalhes.

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