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CSN ofusca Gerdau e se torna queridinha das siderúrgicas

Postado por: TC Mover em 21/02/2019 às 12:14

A CSN foi objeto de elogios e até de uma elevação de recomendação hoje após divulgar resultados acima do esperado no quarto trimestre e anunciar dois negócios de venda de minério de longo prazo no exterior – impulsionando o otimismo de uma redução mais acelerada do endividamento nos próximos meses. O papel da companhia teve sua maior alta em um mês e atingiu a máxima em quase dois anos.

 

O Itaú BBA elevou a recomendação no papel para outperform, ou desempenho esperado acima da média, e o preço-alvo de R$12 para R$14. Analistas do BTG Pactual e da BB Investimentos disseram que a ação da CSN parece bastante descontada quanto ao cenário para seus negócios, receita e, especialmente, seu plano de redução de dívida. Às 15h00, o papel subia 5,2% a R$11,09.

 

“Reconhecemos que a CSN tem um racional de investimento arriscado, mas achamos que a empresa poderia se beneficiar de uma combinação de preços mais altos do minério de ferro, uma melhora na demanda por aço e cimento no Brasil e as baixas taxas de juros – dada a alavancagem ainda alta”, disse Marcos Assumpção, analista do Itaú BBA, em relatório.

 

Os números e anúncios da CSN contrastaram com os da sua rival Gerdau, a maior siderúrgica das Américas e a maior produtora de aço longo no país. A Gerdau apresentou resultados do quarto trimestre um tanto abaixo da expectativa de mercado. O papel PN da Gerdau despencava 4,4% no mesmo horário.

 

Hoje, o diretor-presidente da CSN, Bejmin Steinbruch, anunciou mais um acordo de venda futura de minério de ferro, além daquele divulgado na véspera com a Glencore – que envolverá uma injeção de caixa de US$500 milhões na operação de mineração da siderúrgica brasileira e a entrega futura de 22 milhões de toneladas de minério de ferro ao longo dos próximos cinco anos. A Bloomberg News disse hoje, citando fontes, que a CSN está perto de fechar um acordo de venda de minério de ferro de longo prazo, conhecido como streaming, de US$1 bilhão. Steinbruch disse que um anúncio formal está “perto”.

 

“Vemos a lógica na transação como uma maneira mais barata de levantar caixa e aumentar a liquidez, reduzindo o risco do balanço patrimonial, com indiscutivelmente alguns importantes benefícios intangíveis,” disse a equipe em relatório. A transação também deve dar mais peso à tese atual do mercado em relação à CSN, de desalavancagem mais rápida; para o BTG Pactual, o investidor está subestimando significativamente a velocidade da desalavancagem de CSN, que se tornou a preferida do banco dentro das siderúrgicas latino-americanas.

 

Steinbruch disse que os dois acordos de fornecimento do minério devem acelerar a queda na dívida líquida para 3 vezes o EBITDA anual, ante mais de 4 vezes no final de 2018. Ele também disse que custos e despesas ficaram sob controle, contribuindo para as maiores margens e que, em próximos meses, a companhia deve anunciar um reajuste nos preços de alguns produtos siderúrgicos no mercado doméstico de até 15%; o EBITDA, por sua vez, somou R$1,560 bilhão, 5,1% acima do consenso e quase 40% de alta na base anual.

 

(Foto: usina da CSN em Volta Redonda/ Diário do Vale).

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