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Conseguirá a Cielo se reinventar após o balanço do primeiro trimestre?

Postado por: TC News em 24/04/2019 às 9:12

A Cielo, maior credenciadora de cartões da América Latina, reportou lucro líquido e EBITDA abaixo do consenso no primeiro trimestre, refletindo uma disparada nas despesas e quedas na receita operacional e de aquisição de recebíveis.

 

Mesmo assim, analistas e gestores disseram que não houve maior mudança nas tendências recentes: taxas de aluguel e processamento continuam a cair, a base de aluguel de maquininhas continua estagnada e segmentos como a Stelo, que gera menos receita e margem do que a média, são os únicos que crescem.

 

O lucro líquido consolidado, contendo ajustes, totalizou R$548,5 milhões no trimestre, recuo de 45% na base anual e abaixo do consenso de R$588 milhões. O EBITDA caiu 34% na base anual para R$821 milhões, abaixo do consenso de R$941 milhões. As despesas dispararam acima de 20%, após o diretor-presidente Paulo Caffarelli aumentar a equipe comercial e os gastos com marketing, na esteira de forte pressão concorrencial e queda na fatia de mercado.

 

Caffarelli, que uns meses atrás foi fantasiado de karateka a uma reunião de vendas para estimular a força de vendas, está literalmente lutando para ressuscitar uma empresa com sérios problemas para se reinventar, desenvolver novas soluções e colocar a concorrência na defensiva.

 

Neste momento, para analistas como Lucas Ribeiro, da Saga Capital, o lojista vê mais valor nas credenciadoras de cartões menores, que oferecem soluções mais inteligentes para seu negócio e a menor preço do que a Cielo. O papel deve reagir não só ao resultado, mas aos comentários de Caffarelli na teleconferência de resultados agora de manhã.

 

(Foto: Cielo/Divulgação)

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