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Campos Neto, dólar são destaques na véspera do feriado em São Paulo; comércio e reformas em banho-maria no radar

Postado por: TC Mover em 19/11/2019 às 11:22

Mesmo após o câmbio fechar na máxima histórica ontem, em movimento que deixou gestores e traders experientes intrigados, o Banco Central não tem dado sinais de que mudará a mecânica atual dos leilões de venda do dólar à vista conjugados com contratos de swap reverso, ou a opção de rolá-los com oferta de swaps tradicionais. A alta do dólar nos mercados à vista e futuro pressionou os juros e impactou a bolsa, e deve ser o ponto focal mais importante para o mercado brasileiro na véspera de feriado em São Paulo – onde os mercados fecham amanhã. Hoje será dia para o investidor tentar entender se o fluxo ruim, ou o desinteresse do BC em intervir, ou a teoria recente de que dólar alto não impacta a inflação, ou o clima de instabilidade política na América Latina, ou o ritmo lento das reformas no Congresso, o que pressiona a moeda. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, pode falar sobre esses temas em sabatina no Congresso.

 

O otimismo em relação à possível, não provável, assinatura da fase I de um acordo comercial parcial entre os EUA e a China desencadeou um aumento na demanda por exposição a mercados emergentes, de acordo com reportagem da agência Bloomberg News. O investidor aumentou o montante de dinheiro alocado nas bolsas dos países emergentes pela sexta semana consecutiva na semana passada. Esse movimento, assim, reflete a esperança de uma recuperação nas métricas das bolsas emergentes. Mas, sejamos claros, o interesse do investidor cresce para aumentar a exposição à Ásia, em particular, o que faz sentido se a lógica for a assinatura do acordo comercial. Nessa luta por espaço, o Brasil está perdendo: a instabilidade política na região contamina a percepção dos fundos globais, diz Pedro Albuquerque, membro experiente do TC.

 

A Ambev anunciou na noite de ontem que o presidente da companhia Bernardo Pinto Paiva deixará o cargo a partir de janeiro próximo, e será substituído por Jean Jereissati Neto. Segundo a nota, Paiva deixa a empresa para seguir projetos pessoais, mas, como ressalta o jornal Valor Econômico, a companhia enfrenta um ano difícil. A Braskem começará a tratar do problema do afundamento do solo de Maceió com autoridades em breve e, segundo o Valor, as conversas tendem a ser duras. As ações judiciais associadas ao Serviço Geológico Brasileiro somam R$39,5 bilhões de reais. Para a petroquímica, basta a desocupação cerca de 400 imóveis e realocação de mais ou menos 1500 pessoas.

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