TC Mover
Mover

Câmbio no IFRS 16 impacta Petrobras; investidor atento à teleconferência

Postado por: TC Mover em 08/05/2019 às 10:22

A adoção do IFRS 16 na Petrobras trouxe uma alta na relação de endividamento da estatal e uma alta relevante na dívida líquida, o que pode levar o investidor a repensar se a companhia poderá atingir suas metas de desalavancagem para o ano, disseram analistas.

 

O novo critério de contabilidade elevou a dívida líquida para 3,2 vezes o EBITDA anual no primeiro trimestre e adicionou mais de R$100 bilhões à dívida líquida por conta da contabilização de arrendamentos financeiros de plataformas e navios.

 

“Dada a natureza das operações de exploração em águas profundas, o impacto da IFRS 16 na Petrobras é presumivelmente maior do que nos concorrentes, com possíveis implicações na forma como os investidores percebem o valor” da companhia, disseram analistas do banco BTG Pactual em relatório.

 

Hoje, a administração da estatal manteve a meta de reduzir o endividamento para 1,5 vezes EBITDA até final do ano que vem, o que deve forçar a Petrobras a acelerar seus desinvestimentos. O diretor-presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse hoje em teleconferência com investidor para explicar o resultado do primeiro trimestre que as outras metas operacionais também permanecerão inalteradas “apesar do resultado pouco brilhante”.

 

A maior estatal de petróleo listada da América Latina registrou lucro líquido abaixo do consenso no primeiro trimestre, refletindo a incidência de itens especiais, menor produção, vendas e margens no segmento de exploração de petróleo e maiores despesas administrativas. O lucro líquido da empresa atingiu R$4 bilhões no período, recuo de 42% na base anual e abaixo do consenso de R$6 bilhões colhido pela TC News. Desconsiderando os efeitos de IFRS 16, o lucro líquido teria sido de R$5,1 bilhões.

 

O investidor reagia bem ao balanço: o papel PN da estatal avançava 1% a R$26,58, primeiro ganho em três pregões.

 

O investidor também fica de olho nos comentários de Castello Branco sobre o salto de 38% nas despesas administrativas no trimestre, que pressionaram o resultado, assim como a queda na geração de fluxo de caixa livre e o andamento do programa de desinvestimentos de refinarias e participações em companhias como a Braskem – que continuam parados na esteira de várias decisões judiciais.

 

(Foto: sede da Petrobras, no Rio de Janeiro/ Tania Rego-Agência Brasil)

Mover Pro

Informação, análises e ideias de investimentos 24/7

Experimente 7 dias grátis