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BTG Pactual rebaixa estimativas da Ambev

Postado por: TC Mover em 23/01/2019 às 14:39

BTG Pactual reduziu as estimativas de EBITDA da Ambev para o quarto trimestre, citando menores volumes de venda de cerveja no Brasil, mas acha pouco provável que a maior produtora de bebidas da América Latina apresente resultados abaixo do consenso dessa vez, como em trimestres recentes.

 

 

Em relatório, a equipe de analistas liderada por Thiago Duarte cortou a estimativa do lucro operacional antes das despesas de impostos, juros, depreciação e amortização, para R$7,1 bilhões, ou pouco mais de R$500 milhões, somente no trimestre. Apesar disso, Duarte disse que essa é primeira vez em anos que o banco assume uma postura menos pessimista que o consenso do mercado que projeta R$6,88 bilhões no indicador.

 

Para 2019, BTG Pactual calcula 11% de aumento nos custos unitários do Brasil por conta de hedges em mercadorias e o câmbio, um crescimento de 3,6% no volume de cerveja vendida no Brasil e margem EBITDA estável no segmento cerveja Brasil – refletindo menores despesas compensando a erosão da margem bruta. Assim, a estimativa de EBITDA para 2019 está em R$23 bilhões, 7,3% acima do consenso instruído, “o que por si só poderia mitigar qualquer redução no preço das ações no curto prazo”, disse o relatório.

 

A prévia do BTG Pactual mostra como a previsibilidade dos resultados da companhia tem se deteriorado em trimestres recentes, por uma combinação de fatores como uma economia fraca no Brasil e na Argentina, o câmbio volátil e a concorrência mais acirrada. Analistas acham que a Ambev conseguirá atingir os mesmos volumes de venda de cerveja no Brasil de 2014 somente em 2022. Em paralelo, a Heineken, que adquiriu as operações da japonesa Kirin, foi bem-sucedida no fortalecimento do valor da sua marca, o que deve permitir que atraia mais consumidores brasileiros.

 

Duarte e sua equipe reconhecem o cenário de menores volumes de vendas de cervejas no Brasil, mas veem pouco espaço para surpresas negativas da Ambev desta vez, abrindo espaço para um fim na longa jornada de números decepcionantes.

 

Além de iniciativas no âmbito de menores descontos nos produtos, a equipe chama a atenção para a incursão da empresa ao segmento premium, o que tende a contribuir para as margens operacionais. Isso tendo como pano de fundo a perspectiva de retomada da economia brasileira. Os analistas do BTG Pactual têm recomendação neutra para a ação ON da Ambev e estipulam um preço-alvo em 12 meses de R$17.

 

Por volta de 13h30, o papel ON da Ambev recuava 1,08%, cotado a R$17,36, ante R$23,58 na máxima histórica atingida em março. No mesmo instante, o Ibovespa subia 1,2% a 96.252 pontos. A fabricante de bebidas deve apresentar seus números trimestrais ao mercado em 28 de fevereiro.

 

(Foto: Ambev/Divulgação)

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