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BTG, Itaú, XP veem progresso da Vale quanto a acordos, produção; mantêm compra

Postado por: TC Mover em 13/06/2019 às 10:41

BTG Pactual, Itaú BBA e a XP Investimentos são algumas das corretoras que veem com otimismo os progressos que a Vale tem feito quanto aos acordos referentes ao acidente em Brumadinho, já parcialmente provisionados, e quanto à retomada de produção, mantendo a recomendação de compra do papel, após um encontro de analistas, ontem, com o diretor-presidente da mineradora, Eduardo Bartolomeo.

 

Segundo as equipes dos bancos, a Vale está otimista com o reinício de Brucutu no curto prazo. Por outro lado, as minas em Timpobepa, Alegria, Vargem Grande e Pico permanecem ociosas enquanto a empresa implementa a tecnologia de coleta de resíduos a seco, o que pode levar meses, disseram. O desmantelamento das barragens a montante também deve afetar a produção no médio prazo – destacando que a Vale ainda não tem uma orientação de produção formal para o ano que vem.

 

Vemos “a administração fazendo progressos tangíveis em várias frentes. Indiscutivelmente, ainda mais importante, vemos uma Vale humilde e focada na melhoria da segurança, estabilidade e previsibilidade das operações”, dizem os analistas do BTG Pactual. Quanto aos acordos referentes a Brumadinho, o Itaú se diz ‘confortável’ com sua projeção, de US$5 bilhões em provisões para as compensações sociais e ambientais. O Bradesco BBI também espera que os custos não superem os US$5 bilhões.

 

No entanto, a aprovação de investimento de US$50 milhões em estudos de viabilidade para a expansão do Sistema Norte, é bem vista pelos analistas. “A expansão do Sistema Norte é estratégica e uma boa escolha de alocação de capital nas circunstâncias atuais”, disse a equipe do Itaú BBA.

 

Considerando que os papéis parecem baratos – a ação negocia abaixo de 4 vezes o EBITDA anual estimado -, e assumindo que os dividendos continuarão suspensos neste ano, mas que serão reintegrados em 2020, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra, com preço-alvo para 2019 em US$15,50 para o recibo de ações da companhia negociado em Nova Iorque – conhecido como ADR. Já o Itaú tem alvo de US$16 para o ADR da Vale, e o do Bradesco BBI é de US$18.

 

Às 10h30 o ADR da Vale avançava 1,81% negociado a US$13,47 no pré-market em Nova Iorque. Na B3, as ações ON da companhia tinham alta de 0,97% a R$51,99.

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