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BRF cai com desinvestimentos e temor de possível oferta de ações

Postado por: TC Mover em 07/02/2019 às 12:25

As ações da BRF despencam na manhã desta quinta-feira, refletindo a decepção do investidor pelo descumprimento da meta financeira de desinvestimentos, que veio 18% abaixo do inicialmente orçado, e o temor de que a maior exportadora de carne de frango do mundo se veja obrigada a fazer uma oferta de ações para reduzir sua dívida.

 

A companhia anunciou hoje a venda de seus ativos na Europa e na Tailândia para a concorrente Tyson Foods por US$340 milhões; o negócio, que veio a um preço abaixo do esperado devido à alta volatilidade de mercado, deixou o total de vendas de ativos programados para 2018 em R$4,1 bilhões, abaixo dos R$5 bilhões inicialmente previstos.

 

Às 12h05, o papel desabava 5% a R$22,97, pior recuo intradiário desde 22 de janeiro e a cotação mais baixa desde 17 de janeiro. O papel perdeu mais de 30% do seu valor nos últimos 12 meses – refletindo as preocupações quanto aos problemas operacionais, de governança e de endividamento da dona das marcas Sadia e Perdigão.

 

O mercado está receoso com a capacidade do diretor-presidente da BRF, Pedro Parente, de reduzir a alta alavancagem da companhia e retornar a níveis de margens melhores. “O papel está precificado para entregar um retorno sobre o capital investido de 10% para 2019. Espero 3%”, disse Alan Alanis, analista do UBS, que recomenda venda no papel e preço-alvo de R$20.

 

Parente disse hoje em teleconferência hoje com analistas que espera que as margens operacionais voltem à média histórica daqui a um ano e vê a dívida líquida atingindo 3,65 vezes o EBITDA ajustado anual em dezembro, ante 5 vezes em 2018. Haverá um adiamento de seis meses para o alcance das metas iniciais. “Apesar da conclusão da venda ser positiva, o não atingimento do plano pode ser visto como negativo pelo mercado,” afirmaram analistas da XP em nota.

 

Não há previsão de compras de rivais ou marcas concorrentes pelos próximos três, ele disse; a BRF chegou a analisar vendas adicionais de ativos, mas considerou que as operações são estratégicas e que o caixa da empresa é suficiente para honrar seus compromissos.

 

(Foto: BRF – Divulgação)

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