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Bradesco BBI eleva Oi para outperform com cenário pós-RJ, reformas

Postado por: TC Mover em 06/02/2019 às 11:52

O Bradesco BBI elevou a recomendação das ações ON da Oi para outperform, ou o equivalente a compra, citando o impacto da conclusão da injeção de capital e a eleição do novo governo pró-reformas como catalisadores de uma queda na percepção de risco e uma possível alta no papel.

 

De acordo com a equipe de analistas liderada por Fred Mendes, o Bradesco BBI tinha adotado uma visão conservadora no papel quando assumiu a cobertura, em maio de 2018. Agora, porém, a equipe vê “uma taxa de recompensa assimétrica positiva após a conclusão do aumento de capital e a eleição de um governo focado em reformas,” disse Mendes em nota a clientes.

 

Para eles, a Oi é “uma opção de cinco meses”, ou seja, pode demorar aproximadamente esse tempo para subir, devido à passagem de uma lei que deve reorganizar o setor das telecomunicações ao longo do primeiro semestre. Para Mendes, o papel tem o potencial de subir até 120% no cenário mais otimista, 26% no cenário-base e cair até 45% no pior dos cenários.

 

“Vemos o Projeto de Lei Complementar 79 como o principal gatilho para o papel, pois permitiria reduções de despesas significativas, uma estrutura corporativa mais simples e um destravamento na venda de ativos. Notícias recentes indicam que a Oi poderia vender seu negócio de telefonia móvel, o que traria vantagens adicionais,” disse o relatório. Segundo o banco, a aprovação do projeto se traduziria em economia de aproximadamente R$880 milhões para a Oi, além de simplificar sua estrutura societária e, potencialmente, permitir a venda dos seis ativos reversíveis.

 

Segundo Mendes, os quatro principais acionistas da Oi, que detêm uma fatia conjunta de 45% na operadora, estavam entre os que injetaram R$2 bilhões na companhia, e é improvável que eles vendam suas ações no curto prazo.

 

O relatório do Bradesco BBI mostra como a visão dos analistas em relação a um dos papéis mais complexos de analisar está mudando gradualmente. Por trás do racional de Mendes e sua equipe, é possível entrever que o processo de recuperação judicial da Oi, que se alastra desde junho de 2015, está causando uma mudança significativa na empresa – uma estrutura de propriedade mais transparente, envolvendo a capitalização da dívida e um aumento de capital privado.

 

Mesmo assim, Mendes e sua equipe mantêm uma visão conservadora sobre as operações da empresa no médio e longo prazo, mesmo com a aprovação esperada do PLC7. Além disso, a empresa “ainda pode precisar de fusões e aquisições para se manter como um ativo operacional,” disse o relatório. O papel já subiu 14% no ano, reduzindo a queda de 44% nos últimos 12 meses.

 

(Foto: Oi – Revista Piauí)

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