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Bradesco BBI ajusta preço-alvo da Petrobras, com capital mais barato anulando Brent menor

Postado por: TC Mover em 27/08/2019 às 14:22

Analistas do Bradesco BBI elevaram o preço-alvo da ação PN da Petrobras após incorporar preços mais baixos do petróleo e um risco-país menor, mas alertou o investidor sobre o risco que ofertas secundárias ou o plano de privatizar a maior petroleira listada da América Latina teria sobre os detentores desse tipo de papel.

 

Os analistas, liderados por Vicente Falanga, elevaram o preço-alvo da Petrobras PN de R$37 para R$38, mantendo a recomendação outperform, equivalente a compra, no papel. Apesar da redução na curva de preço do petróleo, devido à desaceleração da demanda global pela commodity, Falanga introduziu previsões mais refinadas para custos de extração, menos risco-Brasil e maior controle de despesas.

 

De acordo com Falanga e sua equipe, o risco de deter ações da Petrobras cresceu em dias recentes, com o temor de uma desaceleração econômica global. “Com várias economias em desaceleração em termos globais, a recomendação das ações da Petrobras deve ser indicada para investidores que busquem retorno em um horizonte de longo prazo, à medida em que os preços do petróleo reflitam níveis mais acomodados de oferta e crescimento da demanda”, disseram. A recomendação de compra foi mantida, baseada no patamar do múltiplo EV/ EBITDA estimado para o ano que vem, que está abaixo dos pares.

 

Em relação à dicotomia de manter ações ordinárias, conhecidas como ONs, ou preferenciais, ou PNs, o Bradesco BBI prefere as primeiras, de forma tática, no momento, por acreditar que os dividendos das ações ON serão iguais aos dividendos PN neste ano devido a ganhos de capital a serem capturados na venda de NTN e da BR Distribuidora, além do risco de diluição que uma oferta secundária, como a do BNDES, poderia ter sobre os detentores de ações PN. O BNDES, diz Falanga, detém uma posição 40% maior em Petrobras PN do que em Petrobras ON.

 

Petrobras PN recuava 0,04% a R$23,95, enquanto Petrobras PON subia 0,57% a R$26,59. A primeira acumula queda de 7,6% no mês, pior desde março.

 

(Foto: Petrobras/ Agência Brasil)

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