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Bolsa oscila, com temores sobre reforma, exterior misto; juros viram apesar de dados fracos

Postado por: TC Mover em 02/07/2019 às 11:17

A bolsa se alternava entre o vermelho e o azul na primeira meia hora do pregão de terça-feira, na expectativa de que o governo, a Câmara e os governadores costurem um acordo que facilite a leitura do relatório final da Reforma da Previdência e sua votação até quinta-feira. Os juros futuros oscilavam, apesar dos números fracos da produção industrial e da queda do dólar americano no exterior.

 

Hoje, o investidor segue com atenção à reunião que os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, terão com governadores do Nordeste para retomar a discussão sobre a reinclusão de Estados e municípios no texto da reforma. Com a forte oposição de alguns Estados à iniciativa, a leitura do relatório pode ser adiada para amanhã ou quinta-feira – deixando o mercado em modo de cautela, disse um trader de um banco estrangeiro em São Paulo. “Sem liquidar o assunto na comissão especial até quinta-feira, a votação em plenário em julho fica praticamente impossível”, disse Karel Luketic, chefe de análise da XP Investimentos, em relatório.

 

No exterior, pesa no sentimento a decisão dos Estados Unidos de propor sobretaxas sobre US$4 bilhões em importações vindas da União Europeia, em retaliação aos subsídios de aviões europeus. A situação mostra que as tensões comerciais ainda podem trazer dores de cabeça aos investidores, dias após o anúncio da trégua comercial entre os EUA e a China. A aversão ao risco e o movimento de leve realização dão rumo às bolsas globais. Hoje, a reunião da Opep com os países não-membros do bloco sacramentou a extensão de cortes de produção do petróleo até começo de 2020.

 

BOLSA: O Ibovespa registrava 101.380 pontos nos primeiros minutos do pregão, projetando volume de R$8 bilhões, abaixo das médias diárias do ano. O mercado sente, por um lado, a cautela com a pauta previdenciária e o cenário político turvo, e, pelo outro, com o feriado de quinta-feira nos EUA, que deve reduzir a liquidez nas bolsas ao redor do mundo. Na ponta das quedas, a maior parte da pressão veio das ações mais líquidas do índice, como bancos, Petrobras, Vale, exportadoras de commodities e companhias financeiras – em mais uma amostra da posição defensiva do investidor quanto às incertezas com a Previdência. Entre as altas, o destaque veio da Vivo PN e da Ambev ON, que avançavam em linha com o perfil mais defensivo do investidor hoje. Via Varejo subia quase 3% com notícias de que a nova gestão deve focar em fortalecer os segmentos multicanal e online para concorrer melhor com a Magazine Luiza.

 

CÂMBIO E JUROS: Após recuar brevemente, o dólar futuro se valorizava 0,16% ante o real brasileiro, cotado a R$3,8580, apesar do recuo da moeda americana no exterior e da queda na produção industrial brasileira em maio, de 0,2% na base mensal, que por sua vez, puxou os juros futuros para baixo na primeira hora e meia do pregão. O dado evidencia que o Brasil entrará em recessão no segundo trimestre, disseram economistas da Capital Economics hoje. O DI para janeiro próximo operava estável nos 5,98% às 10h35.

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